Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 04/08/2020

O longa-metragem americano ‘‘Obrigado por Fumar’’, tematiza o peso da indústria de tabaco na redução da qualidade de vida dos indivíduos e sua influência nas políticas públicas, econômicas e de saúde. Mostra-se, portanto, a realidade americana, que assim como no Brasil, o investimento massivo em publicidade que incentiva o consumo de tabaco é o principal fator que conduz a ascensão do tabagismo na contemporaneidade e, consequentemente, está ligado ao adoecimento da população. Diante disso, é necessário que o Governo invista na desconstrução da glamourização desse hábito, bem como alertar a população acerca dos riscos dessa prática.

A príncipio, destaca-se a atuação maléfica dos meios midiáticos como agravante desse imbróglio. Sob esse viés, segundo uma pesquisa da Organização Mundial de Saúde, no ano de 2014, 44% dos filmes de Hollywood continham cenas de fumo, também encontradas em 36% das produções classificadas para jovens. Nesse sentido, a utilização de películas como ferramenta de propaganda, objetificando a promoção de uma causa sem responsabilidade social ou respeito ás liberdades constitucionais, corroboram para a persuasão  de adolescentes.

Outrossim, as doenças causadas pelo tabagismo se dão ao longo do tempo, causando maior impacto nos cofres públicos. Logo, de acordo com a Agência Brasil, o tabagismo custa R$ 56,9 bilhões por ano ao Brasil. Nesse aspecto, o vício em nicotina acarreta danos á saúde que são irreversíveis, o que gera prejuizos em todo o corpo social, haja vista, que o cigarro atrapalha no desempenho e concentração no ambiente de trabalho, por conseguinte, gera mais gastos com seguro desemprego e com o Sistema Único de Saúde. Nessa perspectiva, a falta de campanhas de conscientização juntamente com o descaso estatal em buscar meios de melhor fiscalização na compra de cigarros  são fatores que contribuem para que o uso de tabaco perdurem na hodiernidade.

Para que a adversidade seja amenizada, é necessário uma intervenção das autoridades competentes. Sendo assim, o Tribunal de Contas da União, deve direcionar capital ao Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), órgão do Ministério da Saúde responsável pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo, para viabilizar  investimentos de campanhas publicitárias. Dessa maneira, o fito de tal ação é expor a população a respeito às crianças, jovens e adultos os perigos do tabagismo. Sobretudo, cabe a Anvisa aumentar a fiscalização nas vendas de cigarro, de modo que seja evitada a venda para menores de idade. Somente assim, esse impecilho será gradativamente erradicado, pois conforme Gabriel O pensador, ‘‘Na mudança do presente a gente molda o futuro’’.