Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 27/08/2020
Tabaco: do adolescente fumante ao adulto viciado
Em 1955, a indústria tabagista lançava a sua principal campanha com o objetivo de incentivar o consumo de cigarro: o “cowboy” da Malboro. Com efeito, o hábito de fumar fomentando desde o século passado representa grave problema de saúde pública. Assim, é urgente que os fumantes brasileiros compreendam as consequências negativas do fumo e decidam interromper esse hábito nocivo à saúde. Nesse sentido, há fatores que impulsionam essa problemática, como o consumo na adolescência e a falta de ação por parte do Governo.
Primordialmente, é importante destacar que o público alvo das indústrias são os jovens, assim, desenvolvem outros tipos de cigarro, como narguilés e cigarros eletrônicos, para incentivar tal prática. À vista disso, acabam virando os principais consumidores desse hábito, pois a nicotina possui um alto poder viciante, sendo muito provável virar um adulto viciado. Além disso, seguindo o que diz o filósofo Rosseau ‘’O homem é o produto do meio em que vive, da sociedade e da educação’’, os jovens vão na onda de amigos facilmente, assim, aumenta o índice de fumantes. Conforme dados da Folha de São Paulo, 1 a cada 10 brasileiros é fumante, sendo sua maioria jovens entre 18 e 24 anos. Ademais, segundo a British American Tobacco (BAT), o cigarro entre adolescentes é comum, 90% dos fumantes relatam sua primeira experiência com cigarros na adolescência.
Em segunda análise, destaca-se, o fator governamental como mais um desafio a ser combatido. Visto que faltam medidas efetivas por parte das autoridades, para que esse cenário brasileiro seja alterado. Outrossim, apesar de existir uma lei antifumo no Brasil, que proíbe as pessoas de fumarem em locais totalmente ou parcialmente fechados, a fumaça do cigarro pode incomodar e prejudicar pessoas que estão próximas dos fumantes, até mesmo em lugares abertos. Além disso, as doenças causadas pelo tabaco, como cardiovasculares, o câncer de pulmão e doença pulmonar obstrutiva crônica, faz com que os fumantes utilizem mais recursos dos sistemas de saúde que os não fumantes. Portanto, para que o problema minimize e evitar que novas pessoas entrem nessa vida, urge que o Governo, junto aos Ministérios da Saúde e da Educação, institua palestras nas escolas, visando alertar os adolescentes sobre os riscos do tabaco e disponibilize recursos para realização de pesquisas que visam desenvolver medicamentos e tratamentos para minimizar os efeitos do tabaco na sociedade. Ademais, cabe a mídia realizar propagandas, afim de abordar as consequências do fumo e dependência da nicotina no organismo de quem o consome. Com isso, espera-se reduzir o número da tal prática e o aumento da perspectiva de vida em toda sociedade.