Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 05/08/2020

Em 1955, a indústria tabagista lançou sua principal campanha de incentivo ao consumo de cigarro, conhecida como “cowboy” da Malboro. Com efeito, o ato de fumar tornou-se habitual no corpo civil e um grave problema de saúde pública, uma vez que gera impactos negativos na qualidade e na expectativa de vida do indivíduo. Nesse sentido, vale destacar a herança histórica brasileira, bem como a incidência de doenças relacionadas ao tabagismo como causa e consequência dessa problemática.

Convém ressaltar, a princípio, que a agravante cultura de consumo do tabaco advém de uma herança histórica. A esse respeito, cabe pontuar que o uso do cigarro nas gerações passadas, era sinônimo de poder, liberdade e status social, além de ser o intermediador entre a aceitação ou não de um indivíduo em determinados grupos sociais. Desse modo, motivado por essas falsas sensações o produto foi amplamente idealizado e fomentado na sociedade, no qual com o passar dos anos tornou-se prática comum no cotidiano e relevante para que o Brasil possuísse mais de 14% da sua população adulta na categoria fumante, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS).

Em consequência disso, vêm à tona os impactos negativos em massa na saúde dos brasileiros. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o fumante pode adquirir diversas doenças decorrentes do tabagismo, tais como pulmonares, cardíacas e cancerígenas que podem até levar à morte, assim como o ocorrido com os quatro personagens que participaram da principal campanha da Malboro mencionada acima. No entanto, seus malefícios são amplamente ignorados ou desconhecidos por boa parte da sociedade, dado que muitas pessoas ainda consomem o cigarro e cresce de modo exponencial o número de novos usuários a cada dia, os quais são um intenso e multifacetado dilema de saúde pública.

Destarte, é evidente a necessidade de mudanças. Assim, cabe ao Ministério da Saúde promover palestras e oficinas comunitárias periódicas, bem como feiras de atendimento médico, por meio de atividades, debates e consultas gratuitas com a participação de profissionais da saúde e vítimas do cigarro, com objetivo de ajudar no abandono ao fumo e conscientizar a população acerca dos seus malefícios, a fim de reduzir os índices de doenças relacionadas ao cigarro. Além disso, cabe a mídia, principal veículo formador de opiniões, mitigar a cultura do tabaco, através de campanhas publicitárias e documentários que retratam a realidade tabagista e seus atuais preconceitos no corpo social, com o fito de fomentar a concepção de desprestígio, no intuito de romper com a idealização instaurada desde as gerações passadas e impedir a sedução da sociedade pelas campanhas da Malboro.