Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 10/08/2020
Segundo Émile Durkheim, a sociedade funciona como um organismo biológico. A partir disso, é evidente que caso uma célula (indivíduo) for afetado, todo o organismo (sociedade) também será. De maneira análoga, os países sofrem com o tabagismo, uma vez que a pessoa afetada não é somente o fumante, mas todo o contingente demográfico. Portanto, o tabagismo é responsável por parte dos gastos públicos e da degradação do meio ambiente.
Em primeiro lugar, é válido reconhecer que no início do século XX fumar era considerado tendência da população com alto poder econômico, assim quando foi comprovado pela ciência os males do tabagismo, como a queda da taxa de fertilidade das mulheres, as mídias pararam de incentivar tais atos. Desse modo, segundo Isaac Newton, toda ação gera uma reação de igual direção e intensidade, porém de sentido oposto. Sendo assim, os restígios do século passado ainda permeiam a sociedade, causando de volta cerca de 21 bilhões de gastos públicos.
Não obstante, outra consequência do ato de fumar é a bioacumulação, acúmulo de compostos químicos nos organismos de uma cadeia alimentar, conforme o jornal Da Terra, dois terços dos 15 bilhões de cigarros vendidos por dia são lançados no solo, contaminando o mesmo. Ademais, caso estarmos na cadeia alimentar do produtor que foi plantado nesse solo acumular-se-á em nós as maiores taxas de toxinas. Por fim, é mister que haja políticas públicas contra o fumo e que os resíduos sejam devidamente descartados.
Mediante aos fatos elencados, é indubitável a urgência de medidas capazes de mitigar as consequências dessa problemática, destarte como diz William James, “ o ser humano pode alterar sua vida mudando sua atitude mental”. Nesse contexto, urge que o Governo Federal incentive programas educacionais contra o tabagismo, desde o ensino fundamental, de maneira lúdica e adaptada à faixa etária. Além de políticas públicas por meio de redes televisivas. Tais ações tem a finalidade de desmotivar o ato de fumar. Finalmente, por meio de novas formas de descarte de lixo, evitar a bioacumulação para que esse problema possa se tornar uma mazela passada na história brasileira.