Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 10/08/2020

O tabagismo é uma doença caracterizada pela dependência do consumo de nicotina, responsável pela redução da qualidade e expectativa de vida na população. Sob essa análise, apesar das restrições legais e discussões sobre os malefícios, essa problemática ainda está presente no cenário atual, devido a fatores como a influência do meio social e a vontade de prazer imediato.

A princípio, sem um direcionamento educativo, as relações interpessoais estimulam a má formação de valores. Nesse contexto, as pessoas sentem a necessidade de utilizarem cigarro para se sentirem incluídas, porém as substâncias contida nele prejudicam, também, a saúde dos familiares que se tornam fumantes passivos. Dessarte, segundo o sociólogo Émile Durkheim, esse panorama é explicado pelo fato social, sendo ele a coletivização de atitudes ou pensamentos, como nos anos 50 que havia uma romantização dessas drogas lícitas e, na contemporaneidade, a mídia - por meio de filmes e seriados - continua enfatizando isso.

Ademais, a sociedade vivencia pressões psicológicas que determinam a obrigação de ser produtivo e encaixar-se em padrões, logo - na tentativa de atenuar a ansiedade e o estresse - buscam o tabaco como método de alívio. Então, essa perspectiva relaciona-se com a teoria princípio do prazer, defendida pelo filósofo Sigmund Freud, que consiste em uma construção, por meio do impulso psicológico, da naturalização do hábito de fumar e, consequentemente, gera danos físicos como câncer de pulmão, esôfago e envelhecimento precoce.

Portanto, é essencial medidas que contornem essa situação nociva para a comunidade. Assim, o Ministério da Saúde deve investir em mecanismos de proteção, disponibilizando ajuda psicoterapêutica individual e em grupo para compartilhar informações sobre outras formas de conforto mental. Além disso, é necessário a persistência de campanhas instrutivas nas escolas e nos meios de comunicação, pois contribuem para enrijecer a luta contra esse vício.