Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 28/07/2020
Apesar da grande maioria dos fumantes estarem cientes sobre os malefícios do tabagismo, e dos esforços governamentais, os quais não mostram resultados satisfatórios, muitos continuam com a prática e outros passam a aderi-la.
O cigarro traz prejuízos em diversos âmbitos. Para o Brasil há prejuízos financeiros, visto que os gastos com tratamentos para problemas relacionados à essa droga são mais altos que os impostos arrecadados sobre a venda da mesma, segundo o Anuário Brasileiro do Tabaco 2011. Além disso, existem os problemas ambientais causados pelo descarte do cigarro em local inapropriado, que é o caso das queimadas. Em adição, os impactos para o organismo daqueles que consomem direta ou indiretamente também são devastadores: diversos tipos de câncer, bronquite, hipotireoidismo etc.
No entanto, mesmo com todos esses problemas, pessoas continuam a fumar e outras iniciam a prática. Isso se deve por um movimento cultural do século XX que considerava o fumo algo elegante, além da influência de amigos e parentes. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 3% das pessoas que tentam cessar o tabagismo obtém exito, outrossim, jovens começam a fumar por volta dos 17 anos de idade. Isso evidencia que os trabalhos do Estado não estão surtindo efeito: o programa de incentivo ao descontinuamento do uso do tabaco é fraco, assim como as campanhas publicitárias e avisos nos maços de cigarro.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, em colaboração com influenciadores digitais populares, no meio em que são mais reconhecidos, divulgar vídeos que apoiem a não utilização da droga em questão, de modo a preservar a saúde dos mais jovens. Além disso, o sistema de apoio aos que tentam descontinuar deve ser melhorado: ele deve ir atrás dos necessitados, assim por elevar a taxa de sucesso do programa. Por fim, o Ministério da Economia deve aumentar os impostos sobre o produto, de maneira a dificultar seu acesso, melhorando a qualidade de vida no país.