Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 27/07/2020
Segundo o filósofo grego Platão, a qualidade da vida é tão importante que supera até a própria existência. Entretanto, ao se analisar a população brasileira, pode-se perceber que uma parcela dela não tem agido para ter uma boa qualidade de vida, pois são usuárias e adeptas do tabagismo. Esse ato é prejudicial não só para o indivíduo fumante, mas também para toda a sociedade, porquanto a fumaça emitida é inalada por outros indivíduos. Tal problema é decorrente da falta de conhecimento sobre os malefícios do fumo, aliado com a falta de informação sobre o tratamento desse maléfico vício.
Antes de tudo, é importante destacar que o tabagismo foi muito incentivado pelas mídias do século XX, as quais mostravam o fumo como algo positivo e elegante, não mencionando os inúmeros problemas gerados por ele, como deficiências respiratórias e impotência sexual. Por conta disso, hoje, segundo dados do laboratório Oswaldo Cruz, morrem, por ano, 200 mil brasileiros decorrentes de doenças relacionados ao tabaco. Tais dados são estarrecedores e requerem ações urgentes para atenuar esses números.
Outrossim, a absurda e condenável inércia do governo federal para informar aos fumantes as opções de tratamento oferecidas gratuitamente pelo SUS, como terapias comportamentais, encontros em grupo ou mesmo medicamentos para os casos graves, é outro agravante para o aumento do número de usuários do cigarro. Dado que, infelizmente, 9,8% do brasileiros são fumantes, conforme o Ministério da Saúde.
Diante do exposto, o Governo federal deve agir para permitir melhor qualidade de vida para toda a sociedade brasileira. Para isso, ele deve agir por meio de campanhas sobre os males que o cigarro traz para o indivíduo nos meios de comunicação, rádio e Televisão. Além de aumentar a divulgação, nos postos de saúde, escolas e universidades, sobre os tratamentos para o tabagismo, a fim de que a ideia de Platão seja confirmada e as pessoas tenham suas vidas preservadas.