Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 26/07/2020

Segundo Émille Durkheim, a sociedade funciona como um organismo biológico. A partir disso, interpreta-se que se uma célula (indivíduo) for afetada, todo o organismo (sociedade) poderá sofrer consequências, e é exatamente essa a situação enfrentada por vários países em relação ao tabagismo, um dos problemas mundiais mais graves do século XXI. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que, mesmo com a proibição de anúncios, o produto é ainda muito utilizado pelos brasileiros, tendo como principal público alvo: os jovens. A falha na fiscalização é um fator que contribui para o agravamento do quadro e possibilita o acesso da juventude a essa droga. Conforme os dados da Folha de São Paulo, 1 a cada 10 brasileiros é fumante, sendo sua maioria jovens entre 18 e 24 anos. Além dos danos à saúde, a prática do tabagismo favorece o consumo de outras drogas, pois os usuários buscam efeitos mais intensos encontrados nas drogas ilícitas.

Ademais, o uso constante de Nicotina acarreta diversos problemas de saúde, como doenças cardiovasculares e o câncer pulmonar que, hodiernamente, é o câncer que mais gera óbitos no mundo. De acordo com o médico e professor Drauzio Varella, quando inspirada, a substância atinge a região cerebral causando sensação de prazer, aumentando a pressão arterial, facilitando a formação de coágulos fazendo com que os fumantes morram três vezes mais de doenças cardiovasculares. O uso do cigarro traz consequências até para quem não consome. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), das 6 milhões de mortes anuais causadas pelo tabaco, são estimadas 890 mil de fumantes passivos, comprovando a frase célebre dita por Émille Durkheim.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de diminuir o número de fumantes no Brasil, é necessário que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em novas campanhas de conscientização, por via dos meios de comunicação como jornais, TVs e internet. Outrossim, as escolas devem ter papel ativo na solução do problema, ensinando, desde o ensino primário, sobre os malefícios que o tabagismo traz à população. Feito isso, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo vivenciado presentemente.