Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 26/08/2020
Descoberto no final do século XV por indígenas, o tabaco iniciaria sua influência comercial somente após 500 anos, a partir da primazia das indústrias Marlboro e sua intensa propaganda internacional. Infelizmente, com a sua comercialização, o uso do cigarro tornou-se sinônimo direto de malefícios referentes à saúde coletiva e individual, visto que, acarreta uma série de complicações, de modo a fazer-se necessárias ações que reduzam o seu uso e melhorem a qualidade de vida geral.
Por conseguinte, observa-se diariamente a ocorrência de graves enfermidades provocadas ou atenuadas pelo fumo, como o câncer de pulmão, a pneumonia e doenças cardíacas. Simultaneamente, é possível salientar a escassez de medidas que visem a conscientização da população acerca do uso do cigarro, assim como seus malefícios a curto e longo prazo, criando fumantes ativos e passivos com cada vez mais facilidade.
Em síntese, é inegável a permanência, mesmo após séculos, de uma sociedade que ainda romantiza e permeia o seu uso. Prova disso, se dá com os dados anuais fornecidos pela OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) onde cerca de sete milhões de pessoas vão a óbito a cada ano em decorrência do fumo, de modo a gerar 1,4 trilhões de dólares em despesas com a saúde pública.
A permanência do tabagismo é, portanto, fruto da permanência de uma sociedade desinformada e inconsciente, que retrocede possíveis melhorias no âmbito da saúde pública. Efetivamente, segundo a escritora e ativista Hellen Keller, o resultado mais sublime da educação é a tolerância, um dos poucos meios ainda capazes de amenizar tal impasse.
Logo, com o fito de reduzir o consumo do cigarro e suas consequências , o Ministério da Educação aliado ao Ministério da Saúde, devem implementar nas instituições educacionais (escolas e universidades) aulas direcionadas à desmotivação do uso do tabaco e outras substâncias prejudiciais , com o auxílio de profissionais da área capazes de sanar quaisquer dúvidas e depoimentos reais de ex fumantes. Além disso, veículos midiáticos devem intensificar a propagação de alertas quanto ao uso do cigarro, a fim de conscientizar seus usuários acerca dos reais riscos que o fumo pode acarretar. Dessa forma, espera-se com tais medidas, desromantizar seu uso e reduzir significativamente sua procura, que desde o século XV representa retrocesso na saúde pública internacional.