Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 27/07/2020
Antigamente, os comerciais de cigarros mostravam o tabagismo como símbolo de status, sempre associado ao luxo e ao poder. Hoje, entretanto, tal publicidade foi proibida, no Brasil, pela Lei Antifumo, devido à toxicidade do produto referido. Apesar de sua alta periculosidade, o cigarro ainda é consumido por muitas pessoas, incentivadas, na maioria das vezes, pelo exemplo dos pais ou pelo desejo de inclusão em grupos. Isso acarreta inúmeros problemas à saúde do indivíduo e dos que estão a sua volta. Assim, fica claro que medidas são necessárias para remediar o péssimo cenário em que se vive.
Primeiramente, é necessário expor o que leva alguém a aderir ao tabagismo. Em parte dos casos, a motivação provêm de dentro de casa, onde os jovens crescem com suas figuras parentais — indivíduos da época em que os cigarros eram aclamados — fumando constantemente, por conseguinte, além de serem fumantes passivos, tendem a desenvolver o desejo de se tornarem ativos. Ademais, para serem aceitas em certos grupos, as pessoas se submetem a adoção de alguns comportamentos e dentre eles o de fumar, visto que os outros integrantes as pressionam para experimentar, e devido ao prazer imediato da nicotina presente no cigarro, acabam viciadas.
Em segunda instância, cabe enfatizar as diversas consequências devastadoras do tabagismo para a saúde das pessoas. Doenças respiratórias, como câncer de pulmão, e cardiovasculares, como infarto, são os principais problemas que fumantes estão mais propensos a desenvolver, em decorrência da fumaça proveniente da combustão de muitas substâncias tóxicas, que chegam até 4700, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). E esse gás não prejudica apenas aquele que pratica o ato, mas também quem está a sua volta (chega a ser pior para esses, visto que inalam a fumaça sem o filtro que está presente no cigarro). Ademais, é importante ressaltar que há muitos gastos com o tratamento dessas doenças ocasionadas pelo fumo — mais de 21 bilhões de reais, de acordo com uma pesquisa conjunta do INCA, do Ministério da Saúde (MS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — os quais não são repostos pelos impostos da venda de cigarros.
Evidencia-se, portanto, que o tabagismo é uma problemática grave que deve ser resolvida urgentemente. Para que isso ocorra, cabe ao MS, junto à mídia, alertar a população para os riscos do fumo, por intermédio de propagandas que exponham e expliquem, com dados e especialistas, os componentes do cigarro e as doenças causadas/agravadas por ele, além de informar sobre a possibilidade de tratamento na rede pública, para quem quer parar de fumar. Também deve ser implementado pelo Estado o aumento de impostos sobre a venda de cigarro, os quais devem ser usados na área da saúde. Dessa forma, o Brasil reduzirá o números de fumantes e de doentes.