Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 26/07/2020
Com o advento da 1° Revolução Industrial, as pessoas começaram a trabalhar em linhas de produção, com horários de entrada e de saída pré definidos. Isso gerou nos indivíduos um aumento no número de transtornos psicológicos, como a ansiedade e a depressão, o que desencadeou diversos vícios que visassem sobrepor esses problemas. Entre eles, o tabagismo, que, por conter nicotina, gera uma compulsão obsessiva pelo seu uso, além ainda de demandar altos custos no tratamento de seus usuários.
A princípio, muitas pessoas utilizam o tabaco como forma de relaxamento, contribuindo assim para o agravamento do vício. De acordo com dados do blog SESI Farmácia, essa obsessão gera cerca de 10 mil mortes diárias, não de forma direta, mas indiretamente, já que o uso frequente de cigarros agrava diversos tipos de doenças, principalmente no sistema respiratório. Esse fato revela que, mesmo sabendo dos riscos, muitos indivíduos continuam utilizando esses métodos como forma de, mesmo psicologicamente, escapar temporariamente da realidade.
Ademais, ao se fazer os tratamentos que envolvem problemas agravados pelo tabagismo, os gastos públicos são absurdos. Ao utilizar o pensamento de Pirro, antigo rei do Epiro, de que com mais uma vitória assim, seu reino estaria perdido, se referindo à batalha contra os romanos, onde mesmo vencendo, os prejuízos foram muito altos, nota-se que o mundo está no mesmo caminho, o qual poderá gerar graves impactos na economia. Ao considerar que são gastos cerca de 21 bilhões de reais anualmente com isso, conforme a Revista Galileu, tem-se a necessidade de se investir em prevenção ao invés de tratamento.
Sendo assim, fazem-se necessárias ações governamentais de combate ao tabagismo. Em primeiro plano, a Organização Mundial da Saúde deveria, por meio de um acordo com os países ao redor do mundo, sancionar uma lei que obrigue as empresas a tirarem o tabaco da composição do cigarro, visando assim, diminuir o número de dependentes desse produto. Ademais, os presidentes deveriam, por meio de uma parceria com as faculdades relacionadas às áreas da saúde de seus respectivos países, oferecer terapeutas e psicólogos para os indivíduos que sofrem dessa mal, para que dessa maneira, diminua-se os gastos com o tratamento de doenças agravadas pelo cigarro. Se tudo isso for feito, a Revolução Industrial deixará de ter relação com o tabagismo no século XXI.