Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 25/07/2020

Desde o século XX, o consumo de cigarro é incentivado e o seu uso é tido como sinônimo de liberdade. No Brasil hodierno, o tabagismo é um problema de alta escala, que advém, principalmente da influência da indústria cultural e da mídia, o que pode gerar diversas consequências, como problemas de saúde para os fumantes bem como a desestabilização da economia.

Em primeiro plano, convém avaliar como a mídia e a indústria cultural levaram o consumo de cigarro à proporção atual na sociedade brasileira. Em 1924, surgia nos meios de comunicação, o comercial “Marlboro Man”, que influenciou grande parte da população a ter o tabagismo como um hábito, justificado como símbolo de independência e liberdade. Além disso, é comum ver em produções cinematográficas apologias ao uso de tabaco em cenas que estimulam o espectador a consumí-lo.  Desse modo, a difusão desse produto pela mídia promoveu a adesão de muitos indivíduos à essa prática, que traz problemas irreparáveis a quem fuma e à economia do país.

Por conseguinte, é de extrema relevância o efeito negativo fomentado pelo uso de tabaco, que entre outras consequências, pode levar a problemas de saúde aos fumantes como também a transtornos econômicos. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil tem um prejuízo anual de cerca de R$ 60 bilhões com o tabagismo, que em grande parte é gastado com despesas médicas e com problemas relacionados à perda de produtividade de quem fuma, haja vista que o cigarro pode causar incapacitação de trabalhadores e levá-los a apresentar dificuldades cognitivas, causadas pelas substâncias tóxicas presentes no produto. Dessa forma, a economia brasileira é prejudicada pelo impacto do tabagismo na mão de obra do país, que leva a altos gastos aos cofres públicos. Diante disso, é indispensável que essa prática seja erradicada da sociedade brasileira, visto que seus efeitos negativos são muitos e graves.

Infere-se, portanto, a necessidade de ações públicas e privadas destinadas à supressão do tabagismo. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com a mídia, desenvolverem projetos de ensino dos aspectos negativos do cigarro e a implementação disso através de propagandas em canais abertos na televisão e também a elaboração de cartazes de cunho educativo, informando as consequências negativas do produto, para que, dessa forma, a população saiba os riscos de consumir o tabaco e entenda a gravidade de seu uso, não só para a sua saúde própria, como também, para o Estado. Só assim o Brasil combaterá, de forma efetiva esse problema social.