Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 27/07/2020

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada 6 segundos uma pessoa morre vítima de doenças relacionadas ao tabagismo. Todavia, apesar dos riscos associados, essa ainda é uma prática comum no século XXI. Fato considerado um grave problema de saúde pública cujas consequências incluem prejuízo na qualidade de vida dos usuários, bem como gastos bilionários do Estado em formas de tratamento.

A priori, convém destacar como o tabaco interfere no bem-estar físico e social dos indivíduos. Segundo o Ministério da Saúde, fumar causa câncer, impotência sexual, alterações no paladar e hipertensão arterial, além de reduzir a expectativa de vida em até 10 anos. Contudo, não se trata apenas de uma questão de saúde, visto que o tabagismo já não é tão bem aceito socialmente. Desde a lei antifumo de 2011, fumar em locais públicos e fechados tornou-se proibido, portanto, para satisfazer o vício é necessário se isolar, o que gera constrangimento e prejudica a convivência.

Ademais, o impacto do cigarro não afeta apenas os fumantes. Conforme o Instituto Nacional do Câncer (INCA), anualmente, são gastos 57 bilhões de reais em despesas médicas e nas alternativas para combater o problema, tais como a terapia de reposição de nicotina disponibilizada pelo SUS. Essa conta, entretanto, é paga por toda a sociedade, uma vez que o imposto arrecadado com venda desse produto é insuficiente. Desse modo, o dinheiro que poderia ser investido na melhoria do sistema público acaba sendo usado para tratar doenças que poderiam ser evitadas apenas com a mudança de hábitos.

Sendo assim, tendo em vista as complicações individuais e coletivas da problemática supracitada, é fundamental que o Ministério da Saúde crie campanhas nacionais antifumo. Para tanto, propagandas sobre os malefícios do tabagismo deverão ser veiculadas na mídia televisiva, em horário nobre, e nas redes sociais. O fito de tal ação é conscientizar a população e desestimular essa prática. Assim, os índices de morte apontados pela OMS serão reduzidos.