Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 25/07/2020
A Constituição Federal, em seu artigo 6º, assegura o direito à saúde aos cidadão brasileiros. Contudo, esse documento vem sendo ferido com o incessante consumo de tabaco, que apresenta-se maléfico e origina diversas complicações e patologias, como câncer e ataques cardíacos. Dessa forma essa problemática é impulsionada ora pela falta de educação entre os jovens, que, muitas vezes, não conhecem seus malefícios, ora por a negligência do Estado, que não conta com ações efetivas de combate. Exigindo, dessa forma, medidas paliativas.
A princípio, é válido salientar da ideia do pedagogo Paulo Freire de educação libertadora. Tal postulado afirma que o ensino não deve ser apenas com cartilhas e lápis, mais, munida de mecanismos para superar impasses na sociedade. Dessa forma, as pedagogia e os centros educacionais não contam com essas ferramentas, uma vez que não há campanhas nem instrução para mitigar à problemática, contribuindo, diretamente, para o aumento nos casos de tabagismo. Na série espanhola Elite, que se passa em uma escola de ensino médio, apresenta várias cenas de adolescente fazendo uso de drogas e nenhum método preventivo para tais atos, evidenciando como a ficção imita à realidade.
Outrossim, é conveniente ressaltar do arcabouço de banalidade do mal, postulado por Hannah Arendt, o qual diz que o Estado negligencia situações problemas na sociedade. De maneira análoga, a teoria se aplica ao cenário brasileiro, uma vez que, com os crescentes casos de tabagismo, o Governo não conta com medidas que visem amenizar e prevenir às complicações, como políticas públicas que desestimulem uso de cigarro pela população em geral. Segundo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), o Brasil tem mais de 24,6 fumantes e poucas ações de combate à problemática. Mostrando que quando a trivialização é regra, o bem estar é exceção.
Em suma, o Estado deve superar os problemas agindo junto com a população, como defende John Locke. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação, a criação de uma disciplina, na Base Comum Curricular, que instrua os alunos a evitar o ato de fumar, mostrando, por meio de oficinas e dinâmicas, as consequências acarretadas por ele. Do mesmo modo, compete ao Ministério da Saúde criar, nos postos, campanhas mensais de combate ao uso de cigarro, com apresentação e debates, mostrando seus malefícios. E assim, com medidas graduais e progressivas, diminuir os casos de tabagismo no país e fazer valer a Carta Magna de 1988.