Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 31/07/2020
Análogo à Primeira Lei de Newton, a Lei da Inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em movimento até que uma força externa atue sobre ele, mudando de percurso, o tabagismo no século XXI é um problema que persiste intrinsecamente relacionado à realidade brasileira. Com isso, ao invés de funcionar como a força suficiente capaz de mudar o trajeto desse contexto, da permanência para a extinção, a combinação de fatores como a liberdade de acesso e estímulo midiático acabam por contribuírem na continuidade do problema nos dias hodiernos.
Primordialmente, cabe frisar que o Brasil encontra seu maior impasse na liberdade de venda do produto. Isso advém da inexistência de leis que limitem essa comercialização, visto que de acordo com a revista VEJA, esse é o único produto legal que causa a morte de mais da metade de seus usuários. Ademais, a revista Galileu expôs os gastos que o governo tem para bancar problemas de saúde decorrentes do tabagismo. Tal dado confirma que 21 bilhões de reais saem dos cofres públicos com esse destino. Desse modo, é notório que há necessidade de leis interventivas para dificultar o acesso.
Paralelamente, a mídia trabalha pouco referente aos males que isso traz. Isso advém de seu comércio lucrativo, uma vez que indústrias de cigarros acarretam aproximadamente 6,3 bilhões de impostos anualmente, também de acordo com a revista Galileu. Concatenadamente, as poucas campanhas existentes são voltadas para um público elitista, como por meio de internet e televisão. Além disso, o principal público do marketing é o jovem, como uma maior forma de lucro, já que, se começarem a fumar desde muito cedo, há uma grande chance que o vicio se prolongue por toda vida. Desse modo, note-se que há necessidade de um maior empenho midiático nas camadas mais baixas da sociedade.
Urge, portanto, a necessidade de medidas interventivas. Posto isso, concerte ao Ministério público, a criação de um projeto de lei, o qual será levado a Câmara dos Deputados, que aumentará as restrições para compra do tabaco, como um limite de venda mensal feito por meio de registro com o número do Cadastro de Pessoa Física, a fim de poder mediar o uso de cada usuário, assim poderia ter-se uma diminuição nas milhões de mortes por doenças decorrentes do tabagismo. Ademais, ao Ministério da Educação trazer para o âmbito escolar do ensino médio essa temática, por meio do corpo docente, a fim de mostrar cada male trazido pelo tabaco e sua influência no meio social. Dessa forma, ir amenizando os usuários, vítimas do vicio.