Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 28/07/2020
De acordo com o último estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde, conclui-se que mais de 8 milhões de pessoas morreram durante um ano por conta da uso do tabaco. Ainda que esse dado seja preocupante, é indubitável que esse cenário está longe de ser revertido haja vista a normalização do tabagismo causada, principalmente, pelo esgotamento físico ou emocional frutos da modernidade. Além disso, convém analisar a glamourização do fumo, baseada em visões incoerentes, vigente cotidianamente.
Primeiramente, vale salientar o pensamento do geógrafo Milton Santos, segundo o qual a sociedade está regida por uma globalização perversa marcada, predominantemente, por mudanças constantes que comprometem a estabilidade coletiva. Essa concepção torna-se evidente na atual competitividade desenfreada que compõe as relações dos indivíduos, promovendo o estresse e a ansiedade. Dessarte, as pessoas tendem a se aventurar em derivados do tabaco para aliviar-se da pressão social e obterem um prazer momentâneo - o que foi indicado na pesquisa publicada pela Revista Brasileira de Enfermagem. Nesse feitio, enquanto não houver medidas no intuito de erradicar o tabagismo, o desenvolvimento de um mundo mais saudável enfrentará diversos empecilhos.
Em segundo lugar, é perceptível que a sociedade, graças à escassa reflexão individual, está aumentando diariamente seu contato com os produtos derivados do tabaco, tanto pela forma passiva - exposição à fumaça do cigarro-,quanto pela ativa. Esse fato está em progresso devido à vulnerabilidade de um público, majoritariamente juvenil, moldado pela visão de que atingirá um considerado status social ao seguir tendências do modismo atual, como o consumo dos narguilés ou cigarros eletrônicos, bem como a influência de filmes e séries. Conforme o sociólogo Émile Durkheim, o ser humano é influenciado por fatos sociais exteriores, coercitivos e generalizados. Tal fundamento é claramente visível na problemática referenciada, a qual induz, consideravelmente, os indivíduos a banalizarem os perigos do tabagismo, tornando-os mais suscetíveis às doenças respiratórias ou aos diversos cânceres.
Depreende-se, portanto, que esse cenário deixe de ser realidade. As instituições educacionais, assim sendo, precisam orientar os discentes e responsáveis, por meio de debates e aulas lúdicas, sobre os perigos e os efeitos colaterais negativos causados pela nicotina, a fim de que obtenham consciência da necessidade do fim do tabagismo para a obtenção de uma sociedade mais vitalícia e, assim, resistente às atuais enfermidades preponderantes.Os órgãos culturais, por sua vez, devem efetuar distrações alternativas, como eventos frequentes de esporte e lazer,ao tecido social. Desse modo, espera-se que a concretização de uma sociedade mais saudável e vitalícia seja efetivada.