Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 28/07/2020
No século XX, a campanha publicitária “Cowboy da Marlboro” mostrava, por meio de belas imagens e mensagens convincentes, o ato de fumar como um ato de liberdade, como se o mundo das pessoas que fumam fosse um lugar perfeito. Com isso, e outras propagandas dessa área, muitas pessoas passaram a fumar, buscando esse mundo prometido, no entanto, o que encontraram foram diversos problemas, inclusive os atores dessa propaganda, os quais faleceram devido a problemas pulmonares. Analogamente, infelizmente, ainda no século XXI, o consumo de cigarro é uma grande mazela da sociedade.
Isso porque, apesar da Lei Antifumo, sancionada em 2011, a qual proibiu o uso de cigarros dentro de estabelecimentos fechados e as propagandas que incentivavam o seu uso, o número de fumantes ainda é muito grande. Devido a influencia de parentes e amigos, a situações de estresse com o objetivo de aliviar tensões e relaxar, muitos indivíduos colocam em risco as suas vidas, desconhecendo ou ignorando os efeitos dessas substâncias para o organismo humano e até mesmo para o meio ambiente.
É importante destacar que segundo dados da Organização Mundial da Saúde, ocorrem, aproximadamente, oito milhões de mortes por ano em razão ao consumo do cigarro, visto que ele possui uma quantidade muito grande de substâncias tóxicas, podendo causar diversas enfermidades, como doenças pulmonares obstrutivas crônicas, doenças cardíacas e cânceres, podendo, até mesmo, levar a morte. Além disso, esse inimigo da sociedade não afeta somente quem o usa diretamente, mas afeta todos que convivem com fumantes, ou seja, são fumantes passivos, os quais inalam indiretamente a fumaça que é extremamente tóxica, correndo, portanto, os mesmos riscos de saúde das pessoas que o levam até a boca. Ademais, ainda é intensamente prejudicial para o meio ambiente, causando queimadas em épocas de seca.
Percebe-se, pois, que o tabagismo é assustadoramente prejudicial a toda a sociedade, pois causa consequências diretas e indiretas a todos, podendo ser irreversíveis. Portanto, o governo, por meio do Ministério da Saúde e da Educação, poderia criar campanhas educacionais nas escolas e faculdades, para os alunos e seus responsáveis, por meio de palestras, aulas e trabalhos em grupo, a fim de alertar sobre os perigos que o cigarro pode causar e os métodos existentes para ajudar quem quer parar de fumar, prevenindo o uso por jovens e mostrando um caminho para quem quer largar esse vício. Com isso, seria possível minimizar os danos causados por essa droga, evitando, portanto, que mais pessoas sofram com problemas de saúde ou percam suas vidas como os “Cowboys da Marlboro”.