Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 03/08/2020

O consumo do tabaco, ganhou impulso durante a Primeira Guerra Mundial, no início do século XX. Na época, acreditava-se que o cigarro poderia ser usado como forma de combate ao stress e à ansiedade. De forma análoga, no Brasil, é preocupante a quantidade de pessoas que usam a substância como meio de reduzir os transtornos supracitados, dado que foi comprovado cientificamente que o efeito é totalmente oposto. Nesse sentido, cabe avaliar as principais  causas e consequências dessa problemática.

Em primeira análise, vale destacar o ato de fumar como grave problema de saúde pública. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o tabagismo é agente casual de 50 diferentes doenças incapacitantes e fatais. Além disso, a nicotina presente no tabaco causa dependência química similar à dependência de drogas como heroína ou cocaína. Desse modo, é alarmante a falta de valorização de atendimento nas unidades de saúde do SUS, uma vez que o tabagismo comporta-se como doença crônica.

Outrossim, é notório os desastres ambientais causados pelas bitucas de cigarro descartadas indevidamente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as pontas de cigarro despejadas acesas, são responsáveis por 25% dos incêndios, sejam em casas ou em florestas. Ademais, podem levar até cinco anos para se decomporem e estão entre os resíduos sólidos mais encontrados em praias e bueiros. Dessarte, é inadmissível a falta de conscientização ambiental da população em um país subdesenvolvido como o Brasil.

Portanto, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Para tanto, o Ministério da Saúde, por meio de verbas governamentais, deve criar projetos de conscientização e apoio ao dependente químico, com ajuda psicológica gratuita nos postos de atenção básico para auxiliar no combate. Espera-se, com isso, que o número de fumantes diminua.