Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 29/07/2020

O tabagismo é um dos problemas mais graves enfrentados pela sociedade contemporânea. Desse modo, o uso de produtos derivados do tabaco, como o cigarro, podem acarretar em sérias consequências à saúde pública do Brasil, devido a grande quantidade de doenças relacionadas ao seu consumo. Além disso,  a persistência do ato de fumar pode estar atribuída a pouca informação que o cidadão recebe sobre o tabagismo durante a sua vida, o que corrobora para a persistência de sua prática na sociedade brasileira, sendo dever do Estado reverter esse cenário.

Primeiramente, caba salientar que, para a filósofa Hannah Arendt, " O indivíduo, por falta de senso crítico, tende a banalizar o mal “. Dessa maneira, na realidade brasileira, essa afirmação pode se relacionar com a falta de informação, por parte da população, sobre os riscos do tabagismo e suas consequências para a sociedade, uma vez que, nem sempre, as escolas do país oferecem aos alunos informações sobre o ato de fumar. Logo, o estudante que não recebe essa orientação escolar, pode vir a se tornar um fumante e nem ter a ciência das graves consequências do consumo do tabaco para a saúde.

Consequentemente, caso a presença de fumantes continue de forma expressiva no Brasil, parte da população poderá ter sua qualidade de vida colocada em risco, pois como é afirmado pela Organização Mundial da Saúde, o cigarro mata mais que o HIV, álcool e suicídio, somados. Dessa forma,  há de se observar a gravidade dessa situação, visto que os fumantes podem, futuramente, vir a necessitar do atendimento do serviço público de saúde, de modo a acarretar em uma sobrecarga do sistema e, até mesmo, a desassistência ao usuário devido a superlotação.

Portanto, fica clara a necessidade de uma intervenção do Estado nessa situação. Dito isso,  é necessário que o Governo Federal, junto ao Ministério da Educação, promova uma campanha de conscientização nas escolas do país por meio da realização de palestras com profissionais da saúde, como médicos e enfermeiros, de forma a alertar os jovens sobre os riscos e consequências do ato de fumar. Por conseguinte, menos cidadãos irão se tornar tabagistas e, assim, um número menor de indivíduos terá sua qualidade de vida ameaçada por doenças relacionadas ao fumo e o sistema público de saúde será menos exigido.