Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 23/07/2020

No Brasil, um dos problemas que se enfrenta é o tabagismo. Isso decorre, principalmente, por causa da negligência governamental e do individualismo da população. Nesse sentido, é fundamental analisar as causas que fazem dessa problemática uma realidade contemporânea.

Pontua-se, de início, o trabalho pouco eficaz do governo nesse cenário. De acordo com a Constituição Federal, promulgada em 1988, é dever do Estado assegurar a todos os indivíduos o direito à vida, à segurança e à saúde. Contudo, observa-se que o Estado brasileiro não tem sido apto de conduzir e combater o tabagismo no país, visto que o tabaco deixa mais de 781 mil brasileiros doentes todos os anos, causando um custo de 21 bilhões de reais aos cofres públicos, segundo o INCA. Infelizmente, a falta de políticas públicas que trabalhem com a prevenção e com a propagação de informações seguras sobre o cigarro, dado que a combustão do tabaco gera inúmeros compostos químicos, como o hidrocarboneto, substância tóxica e cancerígena, acarreta em um aumento de fumantes. Em consequência disso, a ineficiência governamental afeta, de forma negativa, a vida de diversos brasileiros, o que resulta na perda do bem-estar social. Dessa forma, faz-se necessária uma maior atuação governamental nessa temática, para que haja a atenuação desse problema no Brasil.

Além disso, critíca-se a forte mentalidade individualista da sociedade. O sociólogo Zygmunt Bauman defende, em sua obra “Modernidade Líquida”, que uma das principais características – e de maior conflito – da pós-modernidade é o individualismo. Dito isso, é indubitável o descaso de diversos cidadãos com essa problemática, ao se observar que uma parte da população ignora todos os efeitos dessas substâncias tóxicas para o organismo humano, pois essas toxinas afetam, também, pessoas que não fumam ativamente, chamadas fumantes passivos. Além do mais, vê-se o estímulo de propagandas e pessoas incentivando o consumo de cigarros, práticas essas que só visam o interesse pessoal, como a lucratividade. No entanto, não é razoável esse tipo de comportamento, fazendo-se necessário o repúdio a esses atos.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para que haja a atenuação desse problema no Brasil. Cabe, então, ao Ministério da Educação, trabalhar em parcerias com as escolas, promovendo palestras e projetos, por meio de semanas interativas entre as famílias e as escolas, para que possam discutir sobre essa problemática, apresentando as consequências do fumo, com o intuito de promover uma reflexão nos cidadãos para que abandonem com essa prática. Dessa forma, será possível construir uma sociedade preocupada com o bem coletivo.