Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 22/07/2020
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o tabagismo como a principal causa de morte que pode ser prevenida em todo o mundo. Entretanto, mesmo com as crescentes taxas de diminuição do uso no Brasil, o país ocupa o oitavo lugar no ranking mundial de número absolutos de fumantes, totalizando 18,2 milhões. Tal fato, demonstra que esse é um hábito muito presente no corpo civil e de difícil combate. Nesse contexto, deve-se analisar como a herança histórica relacionada ao uso do tabaco e ao desconhecimento dos malefícios do uso contribuem para a persistência da problemática.
A priori, o hábito de fumar naturalizou-se entre as civilizações, tornando-se algo comum do cotidiano. Segundo o filósofo Hippolyte Taine, o homem é produto do meio, da raça e do momento. Por conseguinte, tende a replicar padrões enraizados na sociedade e que são transmitidos de geração em geração, exemplo disso, é o de fumar. Dessa forma, como esse costume foi sempre valorizado como sinônimo de glamour e poder - principalmente no século XX, com a indústria cinematográfica - os indivíduos são estimulados a experimentar e consequentemente a se tornar consumidores, devido ao auto poder de vício da nicotina. Em decorrência, ocorre a manutenção da problemática, uma vez que as substâncias liberadas na fumaça do fumo além de serem tóxicas, causam abstinência, tornando-o o indivíduo viciado e dependente.
Outrossim, tem-se o desconhecimento de grande parcela do corpo civil sobre os malefícios do tabaco. Dessarte, mesmo com as imagens de alerta sobre os prejuízos e consequências causado pelo uso presentes nas embalagens de cigarros brasileiras, parte da população não tem o conhecimento da relação do hábito de fumar com o surgimento de doenças como câncer de pulmão, boca e faringe e também dos problemas respiratórios decorrentes, além das altas quantidades de substâncias tóxicas presentes na sua fumaça. Como consequência, perpetua-se esse hábito, tornando-o um problema de saúde pública, uma vez que afeta não só quem fuma, mas também os considerandos “fumantes passivos”.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessária a adoção de medidas para atenuar a problemática. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com as escolas a criação de campanhas que estimulem o debate sobre os malefícios do tabaco e as doenças derivadas ao seu uso, com a finalidade de desconstruir a herança histórica do hábito de fumar e desnaturalizá-lo entre os jovens, interrompendo assim, o ciclo de transmissão desse costume entre as gerações. Ademais, cabe a mídia a criação de documentários e reportagens sobre os prejuízos do uso de cigarros e as enfermidades oriundas do fumo a médio e a longo prazo, a fim de diminuir a desinformação do corpo civil brasileiro.