Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 28/07/2020
Em 2015, todos os países da ONU adotaram a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que apresenta entre os principais objetivos o combate ao uso do tabaco. Entretanto, quando observa-se a questão do tabagismo no Brasil, é visível que ainda há muitos desafios a serem superados. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos: o fácil acesso dos jovens ao cigarro e a pouquidade de discussão acerca dos riscos do tabagismo.
Primeiramente, é indubitável a livre venda dos produtos derivados do tabaco aos adolescentes, realizada por algumas casas comerciais. De acordo com um estudo feito pelo Jornal Brasileiro de Pneumologia, cerca de 86% dos fumantes entre 13 e 17 anos não foram impedidos de comprar o produto. Dessa forma, muitos estabelecimentos ignoram a lei que proíbe essa venda, contribuindo para o aumento da iniciação dos jovens ao tabagismo.
Outrossim, é notória a escassez de abordagem sobre as ameaças à saúde ocasionadas pelo uso do tabaco, tanto nas mídias quanto nas escolas. Segundo o escritor Gilberto Dimenstein, só existe opção quando há informação. Sendo assim, as pessoas precisam ser esclarecidas a respeito dos danos causados ao organismo pelo uso dessa substância, para que possam ter maior entendimento acerca desse assunto.
Em suma, fica evidente a necessidade de medidas que venham combater o tabagismo no Brasil. Por conseguinte, cabe ao Procon fazer mais fiscalizações nos locais de venda, punindo os que descumprirem a legislação, a fim de impedir o acesso dos jovens ao tabaco. Ademais, compete ao Governo Federal promover debates sobre os riscos dessa substância à saúde, por meio de campanhas e propagandas, com o intuito de conscientizar a população acerca das consequências nocivas dessa droga. Somente assim, os indivíduos ficarão cientes e o tabagismo será combatido.