Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 08/08/2020
“American way of life” foi um slong muito difundido na América pós segunda Guerra Mundial, que entre muitos estereótipos criados um deles foi estimular o hábito de fumar cigarros, o qual teve êxito. Prova disso, são os 7 milhões de óbitos todos os anos causados pelo uso do cigarro, conforme a OMS. Nesse prisma, torna-se indispensável a discussão acerca dos impasses e consequências para a saúde e a economia brasileira por causa do tabagismo no século XXI, a fim de minimizar essa questão. A priori, de acordo com o médio oncologista Drauzio Varella, explica que ao fumar o organismo entra em contato com diversas substâncias nocivas, sendo uma delas a nicotina, a qual é responsável pelo vício. Isso, porque ao inalar essa toxina, nos pulmões ela entra na corrente sanguínea chegando até o sistema nervoso, que tem como efeito uma sensação de bem estar e tranquilidade. Todavia, a sensação dura minutos e a necessidade por alcançar novamente esse bem-estar expõe o indivíduo a dependência. Somado a isso, a fumaça inalada afeta os bronquíolos que perdem seus cílios, e assim a capacidade de retirar substâncias tóxicas, dessa forma acumulando no organismo, o que desencadeia graves infecções respiratórias.
Além disso, a questão tem reflexos econômicos, isso porque os diversos problemas de saúde desencadeados pelo uso de cigarros já contabilizam anualmente 21 bilhões aos cofres públicos do Brasil, segundo pesquisas do INCA. Para tanto, as múltiplas enfermidades associadas aos que tem contato com a fumaça do cigarro, são por exemplo o desenvolvimento de doenças como as do sistema respiratório, as cardíacas, os AVC’s, os cânceres e ao desenvolvimento de formas graves de doenças, como o caso da COVID-19. Sob essa perspectiva, a questão do fumante urgem medidas já que além do prejuízo financeiro, fumar coloca a vida em risco, sendo não só restrito ao fumante ativo, mas também as pessoas ao redor, fumantes passivos, que são expostos a fumaça e suas consequências.
Destarte, medidas são precisas para minimizar esse impasse social. Prontamente, é papel do Governo em parceria com as escolas e com o programa nacional de controle do tabagismo, alinhar a conscientização social, de forma a priorizar depoimentos de familiares e de ex-fumantes dos danos causados por essa dependência, associando a disciplina de biologia com objetivo de entender a reação do organismo quando se fuma. Portanto, objetivando minimizar o interesse de fumar, no propósito de desde os primeiros anos da pré-adolescência o indivíduo tenha conhecimento da balança de malefícios causados por essa droga. Com isso, em consonância com sociólogo Betinho que afirma que uma sociedade não muda pela sua economia, sua política e nem mesmo pela sua ciência, muda sim pela sua cultura.