Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 18/07/2020

Segundo a Fiocruz, no Brasil, as consequências do tabagismo resultam em 6 milhões de mortes anualmente. Dessa forma, é correto afirmar que o hábito de fumar fomenta uma queda da qualidade e expectativa de vida, uma vez que suas consequências podem ser diretas ou indiretas ao indivíduo. Ademais, provoca maiores gastos para os cofres públicos, já que a medicina curativa demanda de mais recursos financeiros, comparada a medicina preventiva. Logo, faz-se necessária a análise dessa conjuntura, a fim de mitigar os entraves para melhor qualidade de vida brasileira.

Em primeira análise, vale destacar as consequências diretas do cigarro que a literatura médica adverte, como o desenvolvimento de doenças crônicas e cardiorrespiratórias, além de ser um fator agravante de qualquer outra doença. Não somente, mas também vale destacar as consequências indiretas, essa que atinge os fumantes passivos, aqueles que não fumam, porém, sofre complicações físicas por conviver com indivíduos fumantes. Desse modo, é evidente a que a qualidade e expectativa de vida decrescem diante da situação. Assim sendo, um grande problema de saúde pública.

Além disso, é evidente os problemas socioeconômicos desencadeados pelo tabagismo na contemporaneidade Como título de exemplo, é o caso do gasto exacerbado de recursos governamentais da saúde na medicina curativa, de modo a tratar as doenças desencadeadas, e promover manutenção da saúde pública. Assim, o estudo “Carga de Doenças e Custos Econômicos Atribuíveis ao Uso do Tabaco no Brasil” aborda que o consumo do cigarro gera um prejuízo de R$59,6 milhões anualmente aos cofres públicos, provocados pela morte dos fumantes. Uma vez que, segundo José Rosemberg, médico e uma das maiores vozes antitabagistas do Brasil, que a morte por tabaco ocorre no período em que o cidadão é considerado economicamente ativo. Em virtude disso, relaciona-se o tabagismo não somente a saúde pública, como a problemas econômicos e sociais brasileiros.

Infere-se, portanto, que para a promoção de melhor qualidade de vida brasileira, é necessário que o Ministério da Saúde, invista mais em políticas antifumo, por meio da implantação de mais centros de reabilitação CAPS AD, que apresente abordagem cognitivo-comportamental com o apoio medicamentoso, e com adesivos transdérmicos de nicotina ou goma de masca, a fim de reduzir a pressão nas UBS brasileiras.Outrossim, é necessário que o governo atenue-se na efetivação da Lei Antifumo, para que as consequências do cigarro atinga menos a população. Isto posto, torna-se possível que a sociedade brasileira seja permeada por uma grande longevidade, atrelada a uma excelente qualidade de vida.