Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 16/07/2020
O tabaco é originado de uma planta que entre a sua variedade de funções, serve para fumar, mascar ou cheirar. Classificado como uma droga lítica no Brasil, o cigarro vai muito além da elegância de ver alguém fumando. Vetor de mortes à longo prazo, o tabagismo tem se tornado a pauta de diversas discussões quanto a sua legalidade jurídica. Desse modo, percebe-se que o tabagismo mostra-se como uma problemática extremamente presente nas sociedades contemporâneas, apresentando-se como um empecilho ao real desenvolvimento dos países.
Em uma primeira análise, sob a ótica historiográfica, o tabagismo mostra-se danoso por ser um hábito extremamente enraizado e difícil de ser combatido nas nações pós-modernas. A fundamentação dessa correlação alicerça-se no fato de que o tabaco possui uma alta valoração histórica em diversos países; uma vez que herdou da antiguidade clássica o caráter de especiaria, sendo muitas vezes usado como uma metonímia de poder e status, tal qual se nota em Cuba com a produção de charutos.
Ademais, em um segundo plano, o tabagismo é nocivo ao desenvolvimento humano, em semelhante proporção, por gerar nos indivíduos uma forte dependência química. Essa motivação sócio-biológica decorre dos efeitos que o tabaco provoca no organismo humano. Nessa perspectiva, estudos psico-neurológicos apontam que o fumo induz a liberação de dopamina e serotonina pelo hipotálamo; os quais consistem em neuro hormônios responsáveis pela sensação de prazer imediato. Dessa forma, cada vez que se fuma há a secreção dessas substâncias em pequenas quantidades, acarretando no corpo a necessidade gradativamente maior de ingestão de tabaco para suprir o sentimento de satisfação e amenidade. Assim, tornam-se recorrentes patologias relacionadas, sobretudo, aos sistemas respiratório e gástrico, além de fomentar-se os índices de vício tabagístico na atualidade.
Nota-se, portanto, que o tabagismo é um problemática fortemente atual, mostrando-se danosa ao efetivo progresso das nações. Desse modo, no Brasil, faz-se necessário que o Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Educação e Cultura, desestimule o uso do tabaco. Tal ação deve se dar por meio da implementação de aulas na grade curricular regular das escolas que debatam e exponham os danos causados pelo fumo ao organismo, de maneira que os alunos já cresçam cientes dos impactos dessa droga à saúde humana. Além disso, cabe ao Poder Legislativo a criação de leis que aumentem a taxação e os impostos sobre produtos de caráter tabagístico, tais quais cigarros, cachimbos e charutos, a fim de que se aumente a arrecadação de capitais pela União e, ainda, de que se freie o avanço do consumo e da ingestão de fumo. Assim, conseguir-se-á moldar um país humano, coeso, harmônico e saudável.