Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 16/07/2020

Alarmante. Assim pode ser descrita a situação do tabagismo no Brasil. Diversos são os problemas de saúde decorrentes do uso excessivo da nicotina, tal como doenças cardíacas, pulmonares, câncer, AVC e infarto. Sendo assim, o aumento do uso dessa substância por jovens deve ser freada, tal como os adultos devem ser conscientizados e tratados à respeito do seu vício.

Em primeiro lugar, a Organização Mundial da Saúde afirma que, em 2015, 12,6% dos óbitos de pessoas com mais de 35 anos, tiveram como causa principal doenças decorrentes do uso excessivo do tabaco. Além disso, cada vez mais o consumo da nicotina entre jovens e adolescentes aumenta, propiciando o desenvolvimento de pessoas dependentes químicas desde o começo da vida adulta. Infere-se que, a longo prazo, mais pessoas sofrerão com doenças decorrentes do tabagismo.

Em segundo lugar, é válido lembrar que as crianças e adolescentes das décadas de 1970 e 1980 cresceram com propagandas enganosas acerca do cigarro, onde os usuários eram jovens e saudáveis, e muitos carregaram esses paradigmas consigo até a vida adulta. Apenas anos depois foram avisados sobre os problemas decorrentes do uso da nicotina, entretanto, alguns já haviam sido acometidos pelo vício. Ou seja, marcas do século XX que acarretam problemas no século XXI. Nesse sentido, medidas devem ser tomadas a fim de ajudar os dependentes químicos, afim de que estes tenham uma maior qualidade de vida.

É evidente, portanto, que medidas são necessárias para reduzir o consumo do tabaco. Cabe ao Ministério da Saúde, junto ao Ministério da Educação, promover nas escolas palestras informativas sobre o tabagismo e suas consequências. Além disso, afim de auxiliar aqueles que desejam abandonar o vício, um programa deve ser desenvolvido nos hospitais públicos, de forma a disponibilizar consultas com psicólogos e oferecer acompanhamento médico periódico com os ex-fumantes. Desse modo, o número de fumantes será reduzido, e o de vidas poupadas maior.