Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 12/08/2020

Historicamente, cento e noventa e dois países aprovaram um tratado da Organização Mundial da Saúde que prevê controle sobre o comércio de cigarro, limites a propaganda, aumento de impostos e divulgação dos malefícios que ele causa. Todavia, as negligências de países que tardia esse tratado, favorece a industria do tabaco, ocasionando imbróglio de saúde na sociedade e também para a baixa produtividade nacional.

Nessa perspectiva, o tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde a principal causa de morte evitável no mundo. Contraproducente ao fato apresentado, o tabagismo mata  mais de 8 milhões de pessoas por ano, segundo a OMS. Como também, no Brasil são 24,6 milhões de fumantes e 428 pessoas mortas em decorrência do vício da nicotina, segundo pesquisas realizadas pelo Ministério da Saúde. Constata-se que o Estado promovedor das nossas garantias constitucionais, não honra o compromisso da Constituição Federal de 1988, que diz que o Estado deve evitar doenças.

Além disso, é notório a relação do tabagismo com a baixa produtividade no desempenho no mercado de trabalho. Segundo pesquisas da Universidade de Ohio, um fumante custa em média, quase 6 mil dólares a mais por ano nas empresas, comparado a quem não fuma. Como também,  anualmente, cerca de 59,9 bilhões de reais são perdidos a cada ano devido a despesas médicas e perda de produtividade no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.  Salienta-se  que a inércia do Estado de aprimorar a Lei Anti Fumo, não torna prejudicial apenas a saúde humana, mas também para a competitividade econômica do país.

Logo, medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário. Com a atribuição do Governo Federal, é imperiosa uma ação do Ministério da Saúde, promovendo o aumento de impostos sobre o tabaco, bem como aumentar a consciencização da sociedade sobre os efeitos nocivos da nicotina, por meio de propagandas em rádios e televisões, com o objetivo de desestimular o uso do tabaco.