Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 16/07/2020
Segundo a Constituição Federal de 1988, no seu artigo 196, é dever do Estado garantir o acesso à saúde, bem como é responsável pelas medidas públicas para zelar pelo bem-estar físico de todos os brasileiros. Assim, faz-se necessário que o Poder Público atente-se para o tabagismo enquanto situação que, no século XXI coloca em risco a saúde de milhares de cidadãos do país.
A priori, no que se refere ao tabagismo o assunto é preocupante. Estima- se que o uso do tabaco mata mais de sete milhões de pessoas por ano. A fumaça contém milhares de substâncias tóxicas, dentre elas a nicotina é classificada como a mais grave por ser uma droga que causa dependência muito maior quando comparada as demais, em particular a heroína e a cocaína. Além do câncer, essa toxina pode causar envelhecimento precoce, pele seca, aparecimento de rugas, queda de cabelo, enfisema pulmonar e a aceleração da frequência cardíaca, que induz o início da hipertensão arterial. Concomitantemente, a perda de produtividade e o aparecimento de problemas cognitivos se tornam cada vez mais comuns na vida do fumante, o que consequentemente pode acarretar no aprendizado e na dificuldade de realizar tarefas relacionadas à memorização. Nessa perspectiva esse quadro precisa ser alterado.
A posteriori, o fator governamental é um desafio a ser combatido, uma vez que faltam medidas efetivas por parte das autoridades para a mudança desse cenário brasileiro.Consoante ao número de causas de morte relacionadas ao tabaco, os jovens são quem compõe a grande maioria. Sabe-se que, por serem mais vulneráveis ao modismo, acaba acarretando uma reação em cadeia entre eles, que tem como resultado se tornarem o público alvo das indústrias. É importante ressaltar que a prática do tabagismo favorece o consumo de outras drogas, pois os usuários buscam efeitos mais intensos como as drogas ilícitas. Adicional á esses fatores, estão os sérios problemas que o cigarro causa ao meio ambiente, visto que do cultivo até o consumo, afeta o ar, o solo, a água e ainda causa desmatamento.Nesse viés esse quadro precisa ser alterado.
Desarte, urge que o Ministério da Saúde junto ao MEC e profissionais da saúde, devem fazer parcerias para instituir palestras nas escolas, alertando os adolescentes sobre os riscos do tabaco. Junto a essas iniciativas, o Governo Federal precisa disponibilizar recursos para realização de pesquisas que visem desenvolver medicamentos e tratamentos para minimizar os efeitos do tabaco na sociedade. Ademais ,fica a dever da mídia realizar propagandas , afim de abordar as consequências do fumo e dependência da nicotina no organismo de quem o consome. Com isso, espera-se reduzir o número da tal prática e o aumento da perspectiva de vida em toda sociedade.