Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 13/07/2020
Em filmes clássicos como Casablanca, do diretor Michael Curtiz, o cigarro encontra-se presente em 80% das cenas do longa-metragem. À partir disso, é interessante ressaltar o começo da glamourização do tabaco nas décadas de 1930 e 1940. Logo, é essencial reconhecer as consequência letais da influência midiática ao tabagismo, bem como desenvolver medidas para combater o vício nessas substâncias.
Em princípio, é relevante analisar os dados apresentados pela Organização Mundial da Saúde sobre o tabagismo no Brasil. Segundo a OMS, 11% da população brasileira é fumante, sendo a maioria delas jovens de 18 à 24 anos. À luz disso, são necessários programas de educação sobre saúde nas escolas, a fim de orientar e prevenir que os adolescentes estudantes na rede pública de ensino não comecem a fumar após completarem o ensino médio.
Outrossim, é importante que programas como o Smoke Free movies sejam mais divulgados. Dessa maneira, o projeto, que visa buscar maiores patrocínios para produções que não apresentem nenhum tipo de tabaco em seu conteúdo, alcançará ainda mais filmes. Além disso, desde 2007, a Motion Picture Association of America (MPAA) usa a presença do cigarro como critério na definição da classificação etária dos filmes. Assim, o uso do fumo para representar o luxo tem caído em desuso.
Portanto, são primordiais projetos que repudiem o cigarro em todas as situações. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação e ao Ministério da Saúde, desenvolver um projeto educacional composto por palestras e videos que orientem os jovens a combater o vício. Também, cabe à Secretaria da Cultura e a Ancine, a desmoralização do uso do tabaco nas produções nacionais, visando diminuir consideravelmente o número de fumantes no Brasil.