Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 25/07/2020

O século XIX permeou o surgimento de novas correntes científicas, como o Darwinismo, que revelava a ação da seleção natural no meio ambiente, buscando o desenvolvimento do ser por meio da adaptação. De maneira análoga, para uma nação superar as dificuldades é necessário o processo de adequação. Desse modo, a falta de conhecimento e a lenta mudança no senso comum são fatores que contribuem para a manutenção do tabagismo no século XXI.

Em primeiro plano, a escassez de conhecimento é um fator determinante para a manutenção do impasse. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do impasse: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre a problemática do tabagismo, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema, promovendo, assim, a continuidade de seus obstáculos. Dessa forma, não há como evoluir sem sapiência.

Ademais, pode-se perceber como obstáculo à consolidação de uma solução a lenta modificação na mentalidade brasileira. Conforme Durkheim, fato social trata-se do pensamento coletivo. Sob essa óptica, percebe-se que a questão da prática do fumo é fortemente influenciada pelo senso comum, de modo que, se o indivíduo cresce inserido em uma sociedade em que o hábito é comum, como a presença desse costume em novelas, a tendência é manter esse padrão, o que transforma sua solução em ainda mais complexa. Sendo assim, medidas devem ser tomadas pelos órgãos competentes do Estado, para que, seja possível garantir o bem-estar populacional.

Portanto, é necessário que o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde ajam em parceria e criem eventos e palestras, além de ampliar as preexistentes, por meio de uma divulgação nas redes sociais e nas instituições públicas para aumentar o conhecimento a respeito do tema, em que será possível entender a necessidade de frear o tabagismo com a ajuda de psicólogos e médicos. Feito isso, será possível ampliar as possibilidades destinadas às brasileiras e criar uma nova estrutura de incentivo a saúde, para, assim, verdadeiramente promover benefícios aos cidadãos.