Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 13/07/2020

Nos cinemas nas décadas de 20 a 80 era retratado o glamour de fumar uma forma habitual de fazer propaganda, uma vez que tal prática era promover na sociedade o uso visto como símbolo de riqueza e poder. Porém, ninguém da época imaginava os malefícios causados pelo tabagismo à saúde, foi então a partir das primeiras pesquisas que associaram as doenças cancerígenas ao cigarro. Ainda que, com a descoberta, a prática persiste no seculo XXI. Nesse sentido, cabe avaliar as principais causas dessa problemática.

Primeiramente, vale destacar que mesmo com a proibição de anúncios, o produto é ainda muito utilizados pelos brasileiros. Sabe-se que, o público alvo das indústrias são os jovens, assim desenvolvendo outros tipos de cigarro, como por exemplo narguilé e cigarros eletrônicos, que são aromatizados e atraentes sendo mais vulneráveis ao modismo que acaba acarretando uma reação em cadeia entre eles. Desse modo, virando o principal consumidor desse hábito, pois a nicotina possui um alto poder viciante, podendo acarretar um adulto viciado. Conforme os dados da folha de São Paulo, 1 a cada 10 brasileiros são fumantes, sendo sua maioria jovens entre 18 e 24 anos. Além dos danos à saúde, a prática do tabagismo favorece o consumo de outras drogas, pois buscam efeitos mais intensos como as drogas ilícitas. Esse dado é confirmado por pesquisas acadêmicas da Organização Mundial de Saúde (OMS) realizadas no Brasil e em outros países.

Em segunda análise, destaca-se o fator governamental como mais um desafio a ser combatido. Faltam medidas efetivas por parte das autoridades para a mudança deste cenário brasileiro. Consoante ao número de causas de morte relacionadas ao tabaco são as doenças cardiovasculares, o câncer de pulmão e a DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica). Além disso, afeta também pessoas que compartilham o mesmo ambiente, fumantes passivos, que os usuários, fumantes ativos. O contato com a fumaça expelida também é prejudicial. Em consequência disso, as pessoas que fumam acabam utilizando mais recursos dos sistemas de saúde que os não fumantes.

Logo, medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental, portanto, a intervenção do Estado junto com o ministério da Saúde, para a construção de clínicas de apoio, por meio de palestras de antigos usuários e aconselhamento médico associado à terapia. Ademais, fica a dever da mídia realizar propagandas, afim de abordar as consequências do fumo e dependência da nicotina no organismo de quem o consome. Com isso, espera-se reduzir o número da tal prática e o aumento da perspectiva de vida em toda sociedade.