Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 12/07/2020
Sabe-se que, antigamente, era moda o consumo do cigarro, considerado status e riqueza. Com o passar do tempo, em especial no século XXI, o ato de fumar voltou, e mais recentemente, são utilizados pelos jovens, em especial, o narguilé e o cigarro eletrônico, por serem considerados menos agressivos. Entretanto, muitos são os malefícios causados pelo tabagismo á saúde, além de proporcionarem, infelizmente, consequências sérias. Desse modo, fazem-se necessárias soluções para erradicar a problemática.
A priori, vale afirmar que o cigarro contém cerca de 4720 substâncias tóxicas, das quais 50 são cancerígenas, segundo a Fundação do Câncer. Nesse mesmo sentido, o fumo é causa direta de mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica e por diversos tipos de câncer, como o de pulmão. Por conta disso, a qualidade de vida de grande parte da população global vê-se prejudicada e diminuída, sendo que, em 2018, existiam 1,1 bilhão de fumantes no planeta, conforme a OMS, por conseguinte, tal situação ocasiona a sobrecarga do sistema de saúde e, também, prejuízos de 56,9 bilhões para o estado, com despesas médicas. Isso demonstra, portanto, que a luta contra o tabagismo é global, exigindo esforços pessoais, coletivos, nacionais e internacionais.
Ademais, é válido pontuar que 90% dos fumantes brasileiros começam sua primeira experiência com o fumo na adolescência. Isso acontece devido o indivíduo começar a buscar novas formas de conhecimentos, ao longo de sua vivência, e pelo o contato com o novo fascinar esse público jovem. Embora haja no Brasil uma lei que proíbe à venda de cigarros para menores de idade, a mesma não apresenta uma boa eficácia, haja visto que muitas vezes os comércios em função de lucros, repassam os produtos para as pessoas sem qualquer tipo de restrição de idade. Dessa forma, soma-se as consequências precoce, a facilidade pela qual a mercadoria pode ser adquirida. Logo, soluções a cerca da problemática precisam ser postas em práticas.
Portanto, cabe ao Governo fiscalizar com maior rigidez à venda de cigarros para menores de idade e, consequentemente, aplicar multas aos comércios que infringirem a lei, a fim de diminuir essa influência para o adolescente. Complementarmente, a escola, por sua vez, deve promover palestras enfatizando os malefícios que o cigarro oferece, e, com isso, conscientizar os jovens durante sua formação escolar, repassando para toda a família e comunidade sobre seus diversos riscos. Somente assim será possível enfrentar todos os problemas e consequências, para por fim a esse infortúnio. No qual prejudica não só a saúde do que exerce a ação de fumar, mas daqueles que se fazem presentes no mesmo ambiente, chamados de “fumantes passivos”.