Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 13/07/2020

O Dia Mundial Sem Tabaco, 31 de maio, foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), tendo como objetivo alertar a população sobre os malefícios ocasionados pelo cigarro. Entretanto, mesmo com essa divulgação, o tabaquismo continua sendo presente na sociedade e trazendo seus impactos negativos, causado pela cultura hedonista e desamparo de exemplo familiar. Nesse contexto, cabe-se analisar essas causas e suas consequências.

Em uma primeira análise, é válido destacar que a sociedade possui uma caraterística hedonista que colabora para o consumo de cigarros. No filme “Grease- Nos Tempos da Brilhantina”, de 1988, é apresentado um cenário estudantil e adolescente, no qual fumar era sinal de popularidade e orgulho. De maneira análoga ao filme, na sociedade hodierna, isso também é visível, uma vez que caracteriza a cultura hedonista, na qual as pessoas consomem produtos, como o tabaco, apenas para buscar prazer e para fugir dos problemas da realidade. Dessarte, essa busca por prazer traz oportunidades para as pessoas se viciarem em drogas -lícitas e não licitas- e assim, ficam propensas a adquirir diversas doenças malignas, tais como vários tipos de cânceres.

Outrossim, o desamparo familiar também corrobora para essa problemática. Segundo Jacques Lacam -psiquiatra e psicanalista francês- em sua teoria " O estádio de Espelho", na infância, a criança vê os pais como espelhos, uma vez que suas atitudes servem de molde para as suas próprias ações, que perpetuarão durante a adolescência, assim como, para  o resto da vida. Sob esse viés, é perceptivo que muitos pais não dão o exemplo contra o consumo de tabaco, uma vez que estão acostumados com esse produto no seu cotidiano. Em suma, um jovem que vê seus pais fumarem, sente-se apoiado para também aderir a esse consumo e, desse modo, sem supervisão e exemplos positivos, sente-se livre para fumar. Em consequência disso, os números de fumantes e mortos por doenças provindas do tabaco só aumentam.

Em síntese, medidas são necessárias para combater os impactos do consumo de tabaco. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde criar projetos que incentivem a sociedade a procurar prazer em outras áreas, por meio de atividades físicas, como o futebol e o vôlei, projetos esses supervisionados pelos prefeitos de todas as cidades, com o fito de proporcionar uma opção de prazer que não seja prejudicial à saúde. Ademais, cabe também ao Ministério da Saúde criar sessões de terapias familiares, essas terapias devem ser feitas por psicólogos profissionalizados, com o intuito de enfatizar o papel dos pais na formação dos filhos. Desse modo, os impactos do consumo de tabaco serão amenizados e, logo, as doenças e mortes.