Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 09/06/2020

De acordo com Marthin Luther King, todo progresso é precário, e a resolução de um problema coloca- -nos diante de outro. Nesse sentindo, um dos obstáculos mais frequentes na população brasileira se deve ao tabagismo no século XXI. Diante disso, o vício no uso de cigarros influi sobre a saúde dos indivíduos. Por isso, medidas atitudinais são necessárias para reverter o cenário atual.

De início, é válido salientar que os problemas acerca do tabagismo no século XXI são representados, principalmente, pela dependência do uso contínuo do cigarro. Nesse contexto, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, que denuncia a existência de uma “Modernidade líquida”, isto é, um tempo marcado pela falta de identidade sólida. Partindo desse pressuposto, fica evidente como muitos indivíduos, por estarem nessa liquidez, tornam-se vulneráveis ao vício, uma vez que, por ainda não possuírem uma personalidade totalmente formada, passam por uma fase de frustrações, Essa realidade se torna preocupante na medida em que pode desencadear a dependência de cigarro, posto que este é considerado uma ferramente de superação.

Consequentemente, o uso diário de cigarro devido à sua dependência acaba acarretando doenças na vida dos indivíduos que praticam à esse hábito, como o câncer. Nessa perspectiva, no livro “Cidadão de Papel”, do jornalista Gilberto Dimenstein, há a denúncia  acerca da ineficiência de diversos mecanismos legais, por exemplo, a Constituição de 1988. Nesse viés, nota-se que tal lógica constitui uma causa para o problema em questão, visto que o direito à saúde são assegurados apenas em teoria, sendo que na realidade a maioria das pessoas que são consideras fumantes apresentam problemas de saúde. Isso ocorre devido às substâncias tóxicas que o tabaco possui, como a nicotina, matéria que faz parte da fumaça inalada no organismo durante o uso, principalmente, nos pulmões que são considerados as áreas mais comuns  de se ocasionar o câncer.

Destarte, é necessária uma cooperação mútua entre estado e sociedade. Para que isso ocorra, cabe ao Governo, como principal agente mantenedor  dos direitos mínimos, proporcionar melhorias nos investimentos públicos, por meio da introdução de grupos de apoios com profissionais qualificados na área de vícios, a fim de amenizar os dependentes de cigarros na população  brasileira. Ademais, compete à sociedade, por intermédio das mídias, já que são as ferramentas  digitais de maior alcance na contemporaneidade, discutir as doenças que o tabagismo leva aos fumantes, com o intuito de proporcionar o distanciamento das pessoas desse consumo. Assim, ao contrário do que afirma Marthin Luther King, será possível solucionar um problema sem a criação de outros.