Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 28/05/2020

No limiar da década de XX, nas telas de cinema do mundo, a prática do tabagismo era retratada com ênfase e glamour, visto que o uso de cigarros representava riqueza e poder. Hodiernamente, apesar dos diversos avanços na ciência que comprovam os malefícios desse vício, o consumo dessas substâncias ainda é um hábito comum na população brasileira. Desse modo, é imprescindível que se discuta acerca das vertentes que englobam essa problemática como as consequências do fumo e a falta de ações governamentais para barrar o consumo.

Convém ressaltar, a princípio, com o crescimento do capitalismo, as indústrias químicas - visando o lucro - influenciam, principalmente, a parcela jovem da população a consumir o tabaco. A partir disso, tem-se um cenário preocupante no âmbito da saúde pública, uma vez que o cigarro e a sua fumaça são fontes causadoras de doenças cardiovasculares, respiratórias e o câncer. Nesse viés, tal prática torna-se cotidiana devido à nicotina presente nos cigarros - substância que gera dependência - muitas vezes desconhecida da parcela da população supracitada. Por conseguinte, vê-se que a falta de informação e de alertas acerca do tabagismo corroboram a manutenção e o aumento de fumantes no país.

Ademais, é imperativo pontuar os avanços do Governo em frear o consumo; medidas como a proibição de propagandas, tanto na televisão quanto nas redes digitais, bem como a proibição de fumar em locais fechados, para que assim essa prática não seja incentivada. Essa abordagem, no entanto, não foi completamente efetiva, posto que ainda existem lacunas para um amplo comércio como o baixo preço e a falta de regulamentações mais rígidas. Em virtude disso, o tabagismo e as doenças relacionadas não recebem a atenção necessária de debates e explicações devido a sua naturalização nos círculos sociais, fator intrínseco na sociedade e que deve ser modificado.

Fica evidente, portanto, a necessidade de mitigar essa problemática. Logo, as instituições de ensino, orientadas pelo Ministério da Educação, devem - por meio de palestras mediadas por profissionais da saúde - apresentar, desde o nível fundamental, os inúmeros malefícios e perigos do consumo de cigarros, a fim de modular o pensamento dos jovens para o cigarro deixe de ser bem visto socialmente. Além disso, por meio de propagandas nas mídias televisivas, o Ministério da Saúde deve expor informações das consequências para aqueles que já possuem o vício, com o fito de alertar a população e incentivar a procura de tratamento para cessar com a prática. Assim, talvez, poder-se-á reconfigurar as concepções da população e proporcionar melhor qualidade de vida longe dos cigarros.