Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 17/05/2020

No Século XV, os europeus, durante a colonização das Américas, tiveram primeiro contato com o tabaco, planta considerada sagrada pelos nativos, usada em rituais e na medicina. No entanto, em pleno século XXI, a planta que era utilizada para fins medicinais, é misturada a substâncias tóxicas. Isso vem causando mortes prematuras, por conta de problemas como o vício, que gera como consequência doenças, muitas vezes letais ao indivíduo.

Primeiramente, é importante ressaltar que o uso mais constate de tabaco é o cigarro que, dentre outras substâncias, contém a nicotina. Essa é a responsável por causar a necessidade do uso contínuo da cigarrilha, caracterizando a dependência. Seu primeiro uso dá-se, geralmente, pelo seu potencial de proporcionar uma fuga da realidade, de forma a levar o indivíduo a ter uma sensação de tranquilidade, leveza. Tal necessidade de subterfúgio poderia ser suprida com consultas a psicólogos, porém há escassez desses em sistemas como o SUS (Sistema Único de Saúde). Esse quadro é antagônico ao que afirma o filósofo Thomas Hobbes: “É dever do Estado manter o bem-estar da população”, tendo em vista que o Estado não está cumprindo seu papel.

Em segunda instância, é válido ressaltar que o uso contínuo supracitado aumenta os índices de doenças da população. A exemplo a bronquite: inflamação causada pela não expulsão de muco, consequência da degeneração dos cílios dos brônquios proporcionada pela alta temperatura da fumaça inalada. O tratamento dessas mazelas afeta o cofre público, o que pode ser constatado em pesquisa publicada na revista Galileu, na qual esses problemas custam 21 bilhões aos cofres públicos. Dinheiro esse que poderia ser destinado a outros fins, como educação, lazer e melhoria para a saúde de toda a população.

Nesse contexto, faz-se necessário que o Estado interfira para a erradicação gradual das problemáticas supracitadas. Desse jeito, a OMS (Organização Mundial da Saúde) deve promover palestras e comerciais de conscientização dos efeitos do cigarro, mediante redes de televisão, com a finalidade de diminuir a gama de doenças. Além de que, essa mesma medida contribui para o menor gasto de dinheiro público em tratamentos de doenças promovidas pelo tabagismo, essa verba poderia ser usada para contratação de psicólogos pelo SUS, visando diminuir a busca pelos efeitos do tabaco. Dessa forma, o Estado poderia cumprir com seu papel, mencionado por Hobbes.