Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 07/05/2020
’ O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles ‘. Essa afirmação da filosofa francesa Simone de Beaurvoir, pode servir de metáfora a evolução do tabagismo no Brasil, uma vez que, por mais escandaloso que seja essa situação, poucos são os esforços destinados a resolvê-la. Indubitavelmente, tal conjuntura advém tanto das crenças enraizadas na sociedade quanto da ignorância dos indivíduos as estruturas prejudiciais do tabagismo.
Deve-se analisar, primeiramente, que o enraizamento do tabagismo na população brasileira é um fator determinante para problemática. Segundo o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, o conhecimento deve estar vinculado aos problemas do presente. Nesse sentido, ao observar o cenário atual, percebe-se que, o consumo exacerbado do cigarro, eventualmente, é uma cultura advinda desde o período juvenil. Nessa óptica, o INCA, Instituto Nacional do Câncer, relata que à maioria dos fumantes tiveram contado com o tabagismo a partir dos 18 anos, contribuindo, dessa forma, á dependência química ao cigarro, gerando vários empecilhos na saúde humana. Sob esse viés, consoante a Pierre Boudieur, a sociedade incorpora os hábitos impostos a sua realidade. Diante disso, não há como negar a necessidade de combater tais hábitos.
Ademais, uma análise da ignorância da sociedade as formas de tratamentos do tabagismo faz-se necessária. Acerca dessa assertiva, o pensador moderno Arthur Shopenhaeur, reflete que a humanidade é provida pelos desejos e pelos ambições, corroborando atitudes hedonistas, ou seja, que priorizam o prazer em detrimento da racionalidade, que alcançam patamares prejudiciais. Diante disso, sabe-se que o pânico social ao enfrentamento da vida urbana, conduz às fugas mentais que, sem um acompanhamento profissional, resultam na estigmatização do vício ao cigarro, favorecendo, de certo a degradação dos órgãos vitais ao funcionamento do corpo, como pulmões e até mesmo as artérias do coração. Nessa lógica, combater tal impasse torna se uma necessidade e não um fato opcional.
Portanto, pela perspectiva de Isaac Newton, uma força só é capaz de sair da inércia se outra lhe for aplicada. Em vista disso, dessarte o Poder Público, como instância máxima da administração executiva, aliado á secretaria especial do Ministério da Saúde, que emergem como preservadora da vida, por meio de projetos discursivos nas esferas brasileiras, promover bate-papos e reuniões com especialistas da área psicológica nos centros urbanos, sobre as formas degradáveis do cigarro e seus efeitos na saúde humana, com intuito de orientar esses indivíduos fumantes, a importância do tratamento para exclusão do cigarro, para que de tal forma a evolução do tabagismo possa ser excluída da nação. Assim, os ideais de Simone Beaurvoir, poderão ser revertidos, desabituando, realmente, os escândalos.