Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 27/07/2020

No poema “No meio do Caminho”, o modernista Carlos Drummond de Andrade retrata, de modo figurado, os contratempos que o ser humano sofre em sua jornada. Hodiernamente, observa-se um obstáculo na sociedade brasileira no que tange a situação dos problemas e das consequências do tabagismo no século XXI. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave revés, em virtude do lucro que o cigarro gera e da falta de campanhas de prevenção.

Convém ressaltar, a princípio, que o lucro produzido pelas empresas de tabaco é uma conjuntura determinante para a permanência do problema. Nesse sentido, o uso de publicidades indiretas em filme, séries, redes sociais, dentre outros, corroboram para o aumento do número de cidadãos que utilizam essa droga licita, uma vez que o uso de cigarros, até os dias atuais, é visto como algo “legal” por muitas pessoas, principalmente os mais jovens. Dessa forma, a utilização de propagandas ilegais ajudam no lucro de empresas de cigarro, que cooperam para a economia do país, e por conta disso é um dos fatores que contribui para a permanência do imbróglio.

Cabe salientar, outrossim, que a ausência de ações de precaução se mostra como um dos desafios à resolução da temática. Sob esse viés, pode-se proferir que campanhas de prevenção, contra o uso de cigarro, são raras e restritas ao Dia Nacional de Combate ao Fumo. Diante desse cenário, constata-se que há uma falta de políticas públicas preventivas contra o tabagismo, evidenciando-se que os consumidores desse produto aumentam a cada ano, principalmente entre os jovens. Desse modo, a evidência desse grave fator é referida em uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha e publicada pelo Jornal Folha de São Paulo, em 2018, a qual afirma que houve um crescimento de cerca de 15% no número de usuários de cigarro, dentre eles 5% são jovens.

Logo, faz-se mister uma intervenção pontual para solucionar a questão. Assim, para que isso ocorra, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, deve fazer campanhas de prevenção, dentro de escolas públicas e privadas, sobre os malefícios do cigarro, por meio de palestras e cartilhas instrucionais, tanto para alunos e funcionários das escolas, quanto para pais ou responsáveis, com o fito de que o empecilho ocorra cada vez menos no Brasil, pois apenas dessa forma será possível deslindar esse impasse.