Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 13/03/2020

O uso do tabaco teve primeiro registro justaposto às descobertas espanholas da América, em meados do século XV. Tal planta era usufruída por nativos, primordialmente com finalidade medicinal. Mais tarde, o tabaco difundiu-se pela Europa unido à um fino papel que o enrolava, formulando o que, posteriormente, seria conhecido como cigarro. Ao passar dos anos, fumar ultrapassou as referências medicinais e difundiu-se como um hábito, o qual teve significativo aumento após a Revolução Industrial, uma vez que, passou a ser socialmente aceito. Contudo, com avanços científicos, comprovou-se malefícios causados pelo cigarro à saúde, sendo, hoje, considerado um problema público.

Assim como a ingestão de bebidas alcoólicas, o tabaco tem efeito direto nos hormônios cerebrais, neste caso, ocorre através da nicotina, substância tóxica inalada por meio do cigarro, que estimula a produção de dopamina, sendo este popularmente conhecido como hormônio do prazer. Deste modo, fumar acarreta em uma sensação de alívio do estresse do cotidiano, aglutinado à tranquilidade e prazer. No entanto, ao desfrutar de uso continuo, desenvolvem-se vícios e dependências à obtenção de tal substância. Em vista disso, pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que cerca de 40% da população, ou seja, 2,8 bilhões de pessoas, sejam consideradas dependentes do cigarro. A partir disso, torna-se indubitável conceituar tabagismo como um problema de ampla esfera.

Ademais, relacionado ao hábito de fumo do cigarro convencional, surgiu o cigarro eletrônico, muito desfrutado por jovens, que, na maioria das vezes, não tem informações o suficiente, ou não dão relevância, a respeito dos problemas fisiológicos por este acarretados. Tal novidade é também chamada de Dispositivo Eletrônico para Fumar (DEF), consiste em um aparelho capaz de disponibilizar nicotina ao organismo, sendo este de forma menos nociva, se comparado ao cigarro clássico. Segundo dados do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), registraram-se em média mil e trezentos casos, contando com trinta mortes, de uma nova doença respiratória ocasionada por cigarros eletrônicos, comprovando, deste modo, que apesar de ser julgado menos danoso, é ainda considerado um malefício à saúde.

Assim sendo, torna-se necessário a execução de ações em prol da redução das atuais taxas de dependência e morte relacionadas ao fumo de cigarros. Desta maneira, é imprescindível o apoio do Governo em conjunto com o Ministério da Saúde, na criação de clínicas de recuperação à dependentes, acoplado ao apoio da família, visto que, muitas vezes o dependente não tem condições, sozinho, de pedir ajuda. Agregado, também, à mídia com divulgação de campanhas de conscientização, reduzindo, deste modo, o índice de brasileiros submissos ao tabagismo.