Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 23/02/2020
Conforme a teoria da banalidade do mal idealizada pela filósofa alemã Hannah Arendt, com a massificação da sociedade, se criou uma multidão incapaz de fazer julgamentos morais, razão pela qual aceitam e cumprem ordens sem questionamentos, tornando o mal banal. Analogamente, o consumo de tabaco ocorre de modo indiscriminado e inconsequente. Nesse panorama, dois aspectos tornam-se relevantes: o incentivo ao tabagismo e seu impacto na saúde humana.
Inicialmente, os veículos de comunicação têm grande poder de influência sobre as massas. Da mesma forma que, durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler utilizava a publicidade para exaltar e disseminar os ideais nazistas, a mídia divulga propagandas relacionadas ao cigarro. Assim, os jovens, que estão na fase de construção da personalidade, são instigados a experimentar o produto, fato que é enfatizado por dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), nos quais 10% da população brasileira é fumante e desses, 100 mil são adolescentes. Além disso, segundo o filósofo inglês Thomas Hobbes, todos somos movidos pela incessante busca pela satisfação, desse modo, os adolescentes, buscando o prazer e a autoafirmação dentro de grupos sociais, são influenciados a consumir o tabaco, o que acaba sendo um gatilho para a adesão ao cigarro na vida adulta.
Outrossim, um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, proposto pela Organização das Nações Unidas em 2015, é assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar social, contudo, o consumo de tabaco ameça a saúde pública do planeta e o cumprimento da meta. De acordo com a OMS, o tabagismo é uma pandemia, pois atinge todo o mundo e, por consequência, causa diversos problemas, como doenças cardiovasculares, cânceres em vários órgãos, impotência sexual e diminuição das defesas do organismo. A OMS estima que 8 milhões de pessoas morrem todo o ano no mundo em decorrência do uso de tabaco, sendo uma parcela de não-fumantes, resultado da exposição ao fumo passivo. Ademais, a fumaça também é prejudicial ao meio ambiente, ela contém substâncias tóxicas, como metais pesados, que se acumulam na cadeia alimentar e geram danos aos seres vivos.
Portanto, constata-se que os problemas provocados pelo tabagismo são banalizados, configurando-se como um problema na sociedade. Dessa maneira, é preciso que o poder Legislativo, que é encarregado pela elaboração das leis, controle a propaganda sobre o cigarro, por meio de normas mais rígidas. Por outro lado, é necessário que o Ministério da Saúde, que é responsável pela destinação dos recursos, oriente o povo acerca dos perigos do fumo, por meio de campanhas contra o tabaco. Essas propostas têm como objetivo diminuir o tabagismo e, consequentemente, proteger a saúde da população.