Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 14/10/2019

Segundo Platão, “o importante não é viver, mas viver bem”. Nesse sentido, nota-se que o tabagismo é um entrave para garantir a qualidade de vida do povo tupiniquim, uma vez que as consequências desse vício não só prejudicam o bem-estar do indivíduo como podem ser fatais. É urgente, portanto, analisar os fatores que desencadeiam essa problemática, a fim de encontrar maneiras para cessá-la.

Primeiramente, cabe destacar os motivos que podem levar as pessoas a experimentar e, consequentemente, viciar na droga. A mídia, como formadora de hábitos, tem grande poder sobre o modo de agir da sociedade. Logo, a transmissão de filmes, seriados e novelas com personagens fumantes, sobretudo quando ligados à uma personalidade poderosa e divertida, deixa margem para a ocorrência da glamourização da substância. Assim, consoante com a ideia de fato social de Émile Durkheim, o indivíduo sofre a influência do poder coercitivo, se sentindo, em várias situações, obrigado a fazer o uso da substância para se encaixar. O resultado disso é o aumento do número de fumantes, em especial jovens, como mostram os dados do Ministério da Saúde, o qual registrou um aumento de 1,1% de jovens fumantes em um ano.

Ademais, é preciso destacar as consequências desse vício. Problemas no dia como tosse, dificuldade para respirar e fazer atividades físicas são alguns sintomas que prejudicam a qualidade de vida do fumante. Outrossim, o câncer de pulmão, frequentemente relacionado ao uso do cigarro é, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, uma das doenças que mais matam no mundo, mostrando que o hábito pode ser fatal. Essas circunstâncias, além de serem um entrave para garantir o direito à saúde que consta na Constituição de 1988, podem também afetar a economia brasileira, dada a quantidade de pacientes com doenças derivadas do uso do cigarro e os gastos para tratá-los.

Fica clara, então, a necessidade de alterações nesse cenário. Antes de tudo, é fundamental acabar com a imagem romantizada do uso do tabaco. Para isso, o Ministério da Saúde, em parceria com a mídia, deve advertir e sensibilizar sobre as complicações advindas do uso da droga, e isso pode ser feito por meio de campanhas, comerciais, debates em talk shows e representações em novelas e filmes da realidade de personagens que lutam contra o vício, diminuindo o número de novos usuários. Também, o governo deve investir em tratamento gratuito para quem deseja abandonar a droga, além de fiscalizar o cumprimento da Lei Antifumo, a qual proíbe o uso da substância em lugares fechados e áreas de convivência coletiva. Destarte, poderemos garantir que todos vivam bem, conforme a ideia de Platão.