Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 27/07/2020
Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade harmônica, na qual o corpo social é padronizado pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, hoje, chama a atenção o tabagismo no século XXI e seus desdobramentos, abrindo uma discussão embasada em seus problemas e consequências na sociedade. Nesse contexto, os dilemas que envolvem tal quadro ocorrem, sobretudo, por questões sociais e pede a necessidade de políticas públicas.
Precipuamente, cabe destacar que no cenário Global, a OMS afirmou, em 2018, existiam 1,1 bilhão de fumantes no planeta. Isso mostra que a luta contra tal questão é de cenário global e exige esforços de toda estruturação social. Nesse sentido, driblar esse quadro se torna importante, uma vez que o hábito de consumir tabaco se tornou comum entre as mais diferentes faixa etárias, fracionando tal população nos mais diferentes perfis, que mais dependentes ou não, ainda consomem essa substância nociva. Em linhas gerais, embora tenha se tornado comum tal cenário, é preciso que a sociedade esteja compenetrada nas suas reais ramificações, pois, além de causar os mais diferentes tipos de câncer, o hábito de consumir o tabaco também leva à morte. Por conseguinte, de exempli gratia, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 428 brasileiros morrem por consequência do uso do cigarro. Logo, as variantes dessa situação são mais fortes e danosas do que se imagina.
Ademais, delineia-se oportuno pontuar os esforços para discutir e ultrapassar as barreiras que impedem a sociedade idealiza por Thomas é de toda camada social. Nesse ínterim, essa conjuntura não apenas ceifa vidas, como também traz danos monetários para toda coletividade. Segundo uma Pesquisa divulgada Inca, é estimada que a queda da de produtividade e despesas médicas causadas pelo tabagismo somam quase 57 bilhões de reais aos cofres públicos. Logo, a adoção de medidas públicas diretamente eficazes tornam-se importantíssimas.
Em vista dos fatos supracitados, medidas exequíveis são necessárias. À vista disso, é primordial que a Organização das Nações Unidas (ONU), instaure uma parceria internacional para a travar a luta contra o tabaco. Isso pode ser feito a níveis federalísticos, com os Governos instalando em escolas e universidades, aulas e palestras por profissionais, visando elucidar e educar os jovens sobre as consequências do fumo, como forma de evitar a iniciação, principalmente precoce, de tal hábito. Outrossim, é importante que estados e municípios façam campanhas e ofereçam medicação e tratamento para os já dependentes, como forma de driblar a situação vigente. Capacitar e educar os profissionais da saúde torna-se também obrigatório. Assim sendo, tais medidas de longo prazo podem safar-se de tal questão tão recorrente nos dias atuais.