Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 01/10/2019
No século XX, fumar era visto como uma forma de empoderamento, ou seja, obtenção de um bom status social. Entretanto, o avanço da medicina mostrou que o tabagismo é uma doença e traz grandes riscos para a vida de que fuma. Hodiernamente, no Brasil, o tabagismo é uma questão de saúde pública, pois esse vício afeta milhares de brasileiros. Diante desse contexto, deve-se analisar o fácil acesso a cigarros e os riscos para a saúde como um dos problemas e consequências do tabagismo no século XXI.
Em primeira análise, é possível identificar que a obtenção de cigarros no Brasil é fácil. Isso acontece porque o tabaco é considerado como uma droga lícita pela legislação brasileira, ou seja, sua venda e comercialização não são proibidas. Dessa forma, o número de fumantes no país é alto e, segundo o Ministério da Saúde, representa cerca de 25% de toda a população. Em consequência de tal fato, o SUS (Sistema Único de Saúde) gasta bilhões de reais todos anos para prestar auxílio e tratamento aos fumantes, evidenciando que a comercialização de cigarros não traz benefício algum para a nação.
Outrossim, verifica-se, ainda, os grandes riscos à saúde causados por esse vício. Ainda que possa trazer uma sensação de prazer momentânea, a nicotina, principal componente dos cigarros, é tóxica e contém mais de cinco mil substâncias que prejudicam a saúde. De acordo com Drauzio Varella, importante médico brasileiro, um fumante tem três vezes mais chances de desenvolver problemas cardiovasculares, além de nove vezes mais chances de adquirir algum problema respiratório. Logo, fumar não acarreta somente gastos públicos, mas também um risco para a vida de milhões de brasileiros.
Diante dos aspectos mencionados, fica clara a necessidade de medidas para reverter esse problema que acomete o Brasil a séculos.Portanto, o Ministério da Edução deve promover a conscientização dos jovens e adolescentes sobre o risco do tabagismo através de palestras e campanhas, para que o número de fumantes possa diminuir. Além disso, o Ministério de Saúde deve ampliar os programas de tratamento para essa doença através de investimentos e capacitação de profissionais, visando amenizar os danos causados por esse mal. Só então, o Brasil poderá avançar e criar um novo status social do século XXI, o da saúde.