Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 26/09/2019
No convívio social, é notório que o uso do tabaco não configura-se como uma prática hodierna, tendo em vista que ocorre pelo menos desde o século XV. No entanto, na contemporaneidade, esse contexto torna-se cada vez mais acentuado. Sob esse viés, a glamourização da mídia sobre o cigarro e a influência dos círculos sociais destacam-se como problemas que nessa questão, os quais provocam sérias consequências entre a população. Logo, urgem ações engajadas dos agentes adequados com o escopo de modificar essa adversa realidade social.
Inicialmente, ressalta-se que a glamourização do tabaco, sobretudo, na televisão corrobora o uso dessa droga pela população. Nesse sentido, embora, no Brasil, a Lei Antifumo exista para inviabilizar a publicidade do cigarro nos meios televisivos, o exibicionismo e a valorização desse hábito ocorre de maneira indireta. A exemplo disso, é recorrente a apresentação nas novelas dos aspectos positivos do fumo, com personagens que são populares por essa ação. Com isso, percebe-se que, muitas vezes, as pessoas tornam-se fumantes por desinformação das consequências negativas dessa prática, as quais envolvem doenças cardiorrespiratórias, baixa imunidade e câncer, por exemplo.
Outrossim, é válido pontuar que o meio no qual o indivíduo está inserido estimula o tabagismo, na medida em que tal hábito é visto como forma de socialização. Nessa perspectiva, essa influência é comum entre os jovens, uma vez que a frequente participação deles em festas, onde o álcool é presente, potencializa o uso de outras substâncias, como o fumo. A esse respeito, é crescente entre os adolescentes a tendência do cigarro eletrônico, principalmente, pela errônea ideia de que contém menos toxicidade, com a redução da nicotina. Em face disso, é notório que a impulsividade dos jovens ao utilizar o tabaco proporcionem reflexos insatisfatórios no futuro, como a dependência física e psicológica das substâncias químicas.
Destarte, é essencial alterar esse hábito tabagista na sociedade. Para tanto, é impreterível que as mídias de amplo alcance, como a televisão, ampliem a abordagem apresentada sobre o cigarro, por meio da exibição de documentários e de novelas que tematizem a questão de maneira mais séria e evidenciando os efeito do fumo, com o fito de minimizar essa prática maléfica na sociedade. Ademais, é necessário que a família, mediante diálogos frequentes, ressaltem as consequências do tabagismo, mesmo que com o uso dos cigarros eletrônicos, a fim de modificar a postura dos jovens acerca desses mecanismos viciantes.