Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 05/09/2019

Em 1995, foi lançado um filme titulado como “Smoke”, o mesmo aborda a história de Paul -proprietário de uma tabacaria- que perdeu sua esposa em um tiroteio nos Estados Unidos, desde então, ele se refugiava das angústias no uso abusivo do cigarro, e adquiriu uma doença pulmonar que acaba comprometendo a sua saúde. Fora da ficção, hodiernamente, o tabagismo é um problema que vem comprometendo a saúde de muitos indivíduos, logo, o capitalismo exacerbado e influências externas são fatores que contribuem para que tal situação ocorra. Desta forma, gera-se prejuízos no meio social.

É notório que o capitalismo exacerbado é um dos causadores da problemática. De acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, estamos vivendo na Modernidade Líquida. Para ele, a sociedade atual é marcada pela fragilidade das relações sociais, tendo em vista que o individualismo e a falta de empatia são as principais características da contemporaneidade. Analogamente, isso acontece porque, na sociedade hipercapitalista em que vivemos, o desejo incansável pela obtenção de máximo lucro monetário faz com que as indústrias produzam mais cigarros, e respectivamente aumentem a composição de nicotina na fórmula do produto. Em decorrência disso, o vício nessa droga aumenta, e o público alvo passa a consumir mais cigarros, prejudicando a saúde, com isso a teoria de Bauman é colocada em prática.

Ademais, o ambiente em que determinada massa populacional está inserida, torna-se um caminho trassado para o tabagismo. Pois, segundo a teoria da Tábua Rasa, de Jonh Locke, que compara o ser humano a uma tábua rasa, já que nasce sem nenhum conhecimento ou impressão, e que tudo é adquirido. Nesse contexto, caso uma pessoa já tenha contato com a prática do tabagismo desde a infância, ela provavelmente irá adotar aquele estilo de vida, mais adiante, não ligando para o que pode acontecer no futuro. Assim, uma pesquisa feita por Georgetown Câncer Center, constatou que filhos de pais que fumam tem mais chances de serem fumantes na adolescência. Com isso, pode-se perceber a gravidade que influências externas podem causar ao ser humano e os efeitos negativos de tal ato.

Em suma, é mister que o Estado tome providências para a mudança de percurso da temática. Com propósito de atenuar o problema, urge ao Ministério da Saúde, juntamente ao Ministério da Educação, elaborar, por meio de verbas governamentais uma fiscalização contínua nas industrias produtoras de cigarros, estabelecendo um padrão na quantidade de nicotina para ser utilizada na composição do cigarro, além de proporcionar oficinas nas escolas, alertando aos estudantes e familiares dos efeitos colaterais na prática do tabagismo. Dessa maneira, pode-se evitar o alto índice de fumantes na sociedade, e desvia-se da mesma realidade de Paul do filme “Snoke”.