Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 04/09/2019

O tabaco era utilizado pelos indígenas desde o século XV e possuía caráter sagrado. Contudo, após a chegada dos portugueses no Brasil, essa especiaria foi difundida entre a nobreza européia, que teve como principal forma de uso a combustão do fumo. Posteriormente, esse produto popularizou-se por todo mundo e por todas as classes sociais, inclusive entre os brasileiros até a atualidade. No entanto, esse cenário é preocupante devido ao abuso dessa planta, especialmente em forma de cigarro, visto que este causa dependência química e outros danos irreparáveis à saúde.

Nesse contexto, é necessário considerar os motivos pelo qual o tabaco conquista tantos adeptos. É possível pensar, por exemplo, na sociedade hedonista moderna que busca prazer a qualquer custo, uma vez que utilizam substância tóxicas, como o cigarro, em detrimento da própria saúde. Isso acontece porque o cigarro possui uma substância viciante chamada nicotina, que em contato com o cérebro libera adrenalina, que provoca euforia, e endorfina, que atua como calmante e promove bem estar geral no usuário. Ademais, o preço do cigarro, o fato deste ser legalizado pelo Governo e o status que ele proporciona facilitam o acesso do usuário, visto que outras substâncias psicoativas, como o álcool, não são bem aceitas pela sociedade em horário comercial.

Todavia, assim como a terceira lei de Newton, que afirma que toda ação tem uma reação, o uso do cigarro traz consequências a saúde do indivíduo. Afirma-se isso porque a fumaça queima os cílios dos brônquios pulmonares e provoca o acúmulo de muco nos alvéolos, o que prejudica a hematose e favorece a aparição de doenças respiratórias. Além disso, também há uma intensa substituição das células mortas, que pode causar mutação e, futuramente, câncer de pulmão. Esse cenário, segundo a Organização Mundial da Saúde, é responsável por cerca de sete milhões de mortes anualmente e inclui diversos tipos de câncer, enfisema pulmonar e o agravo de doenças pré-existentes, como ateroesclerose.

Portanto, urgem medidas para mitigar essa situação. É preciso que o Ministério da Saúde em conjunto com a mídia divulgue propagandas informativas sobre os malefícios do tabaco, para evitar o surgimento de novos fumantes, e também informe àqueles que fazem o consumo sobre a existência de grupos operativos e de tratamento disponível no Sistema Único de Saúde tanto para doenças relativas, quanto para os que desejam parar de usar. Além disso, seria interessante que o Governo elevasse o valor do tabaco para que se torne menos acessível financeiramente. Dessa forma, gradualmente, o número de usuários diminuiria.