Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 21/08/2019
Durante as décadas de 70 e 80 o ato de fumar era visto como sinônimo de poder e status social, sendo reforçado através de luxuosas propagandas protagonizadas por astros da época. Ademais, na contemporaneidade, mesmo com a proibição de anúncios que incentivem o consumo do produto, o cigarro ainda é bastante utilizado pelo público brasileiro. Sua principal causa é o crescente número de variantes do tabaco, que atingem massivamente o público jovem,e tem por consequência graves danos à saúde. Desse modo, torna-se premente analisar alternativas para elucidação dessa problemática.
Em primeira análise, é lícito postular que o cigarro atinge majoritariamente os jovens com idade entre 18 e 24 anos, segundo dados do jornal folha de São Paulo. Nesse sentido, variantes do cigarro que possuem o tabaco como princípio ativo - narguilé e cigarro eletrônico - atraem o público juvenil ao passo que possuem alto poder viciante. Sob esse viés, o consumo dos componentes dessa droga é encarado como mais um modismo entre os jovens, uma vez que é erroneamente visto como estimulante eficaz e inóxio à saúde. Dessa forma, por dedução analítica, a dependência inerente do fumante ao tabaco fomenta a busca por drogas mais intensas afim de suprir a necessidade do usuário, recorrendo, desse modo, a drogas de cunho ilícito, conferindo o agravamento do quadro de dependentes químicos no país.
Em segundo plano, o tabaco deixa mais de 781 mil brasileiros doentes todos os anos, atesta a Pesquisa nacional por amostra a domicílio. Evidencia-se assim, que o usuário tende a desenvolver enfermidades a partir do uso contínuo do tabaco e seus outros componentes. Dessa maneira, é importante explicitar que não só o fumante é agravado pelos malefícios do cigarro, como também as pessoas ao seu redor - fumantes passivos - que estão sujeitas aos mesmos riscos à saúde que um fumante ativo. Assim sendo, o tabagismo concerne um alto custo aos cofres públicos, já que por tênue ação preventiva, o Poder público tende a investir em tratamento de doenças advindas do fumo.
Em suma, visto que o tabagismo do século XXI deve ser progressivamente erradicado, ações preventivas devem ser tomadas para sua superação. Urge, portanto que o Ministério da Saúde em consonância ao Ministério da Educação fomentem o esclarecimento dos jovens acerca do tabagismo, isso pode ser feito por meio de rodas de conversas com especialistas (médicos, enfermeiros) afim de alertar sobre os riscos a curto e longo prazo desse vício. Cabe, também, aos veículos midiáticos disseminar informação acerca dos possíveis tratamentos do tabagismo, isso pode ser feito através de anúncios com intuito de esclarecer sobre os métodos disponíveis nas unidades de saúde - psicoterapia, suplementação de nicotina e medicação - desse modo, atenuar-se-á em médio prazo essa realidade.