Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 20/08/2019

Sabe-se que o ato de fumar já foi moda e muito utilizado pelo cinema, tendo como exemplo a imagem de Marilyn Monroe, atriz, modelo e cantora norte-americana, em um momento sensual com seu cigarro na mão. Já nos dias de hoje essa prática não é bem vista por muitas pessoas - seja pelo cheiro desagradável, seja por consciência do mal que fumar faz. No entanto, o tabagismo ainda é um problema no Brasil - visto que ele traz prejuízo aos fumantes e ao governo, o qual arca com as consequências na saúde pública.

Em primeiro lugar, é preciso destacar que, segundo pesquisa do Ministério da Saúde divulgada em maio de 2018, 9,3% dos brasileiros afirmavam ser fumantes, sendo que já houve nos últimos 12 anos uma queda de 40% no número dos mesmos no país. Apesar disso as consequências vindas por meio de um hábito tão nocivo mostra-se capaz de convencer que essa quantidade de “escravos do tabaco” ainda pode ser reduzida. Em apenas um cigarro é possível encontrar mais de 4 mil substâncias tóxicas, as quais fazem com que o indivíduo se exponha mais ao risco de ter câncer, paradas cardíacas, doenças respiratórias e até diabetes. Diante disso, entende-se que a situação é preocupante e merece um olhar cauteloso.

Em decorrência dos problemas até então individuais surgem os problemas coletivos, visto que toda a população acaba pagando o preço das doenças decorrentes do vício do cigarro: parte dos impostos pagos vão para o SUS, o qual é responsável por cuidar de pessoas com doenças muitas vezes vindas do fumo. Nas palavras de Martin Luther King “A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo o lugar”. Analogamente, “a injustiça” pode ser substituída por “O problema” e “justica”, por “ordem”, ressignificando a frase para tal contexto: o impasse que afeta tantos fumantes, acabam por atingir todos os cidadãos, mesmo os que ignoram o fato e dizem que ele é problema de quem fuma (apenas), sendo evidente que o dinheiro gasto com essas doenças não transmissíveis poderia ser aplicado para pessoas que precisam de algum atendimento ou procedimento médico e que até o momento foram impedidas de receber esse direito.

Assim, fica claro que os desafios do tabagismo no Brasil devem ser não só uma pauta no país, mas alvos de atitudes, a começar pelas escolas que, juntamente com os professores de Ciências, Biologia, e Química, devem promover palestras ministradas por profissionais da saúde, para que abordando o tema de forma dinâmica para os jovens, possam mostrar a eles os malefícios do cigarro e garantir que menos jovens entrem para o mundo das drogas. Além disso, a mídia deve divulgar campanhas de cunho educativo, a fim de influenciar, agora de forma positiva, toda a nação em prol do fim do tabaco.