Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 20/08/2019
Em alguns filmes clássicos o ato de fumar era representado como sinônimo de poder, status e estava na moda. No cenário atual, a sua fama foi se perdendo, no entanto, infelizmente, parcela da população ainda adere a tal prática no Brasil. Isso se deve, dentre outras razões, à falta de regulamentação eficaz das vendas de cigarro e à pouca abordagem da problemática na sociedade.
Em primeira análise, o controle deficitário da circulação do tabaco no país pelo Poder Público, leva à alta disponibilidade do produto, colaborando para o crescente problema. De acordo com a Constituição Federal é dever do Estado garantir saúde e bem-estar para os cidadãos. Nessa perspectiva, a dependência à nicotina, principal componente do cigarro, induz ao aparecimento de doenças respiratórias e cardiovasculares, em que grande parte dos dependentes são usuários do sistema público de saúde. Nesse viés, muitos não encontram suporte para o tratamento ao vício, de modo a contribuir para o problema de saúde pública e aumentar os gastos dos cofres públicos.
Outro aspecto a ser considerado, é a carência de campanhas no combate ao tabagismo nas instituições de ensino. Quando o filósofo Platão afirma que “o importante não é só viver, mas viver bem”, ratifica a necessidade de discutir com a sociedade, principalmente os jovens, os impasses que o tabaco traz à vida de uma pessoa. Nesse sentido, muitos adolescentes alienados por outros usuários, desenvolvem o hábito de fumar e uma vez que experimentam, não conseguem mais parar. Por mais que em muitas escolas a problemática do vício ao tabaco seja abordada, não se faz eficiente, necessitando de ações mais participativas.
Portanto, medidas são necessárias para contornar as consequências do tabagismo no país. Desse modo, a Anvisa deve promover ações que diminuam a procura por cigarros, o que pode ser efetivado por meio da sobretaxação do produto, com o fito de desencorajar a compra e aumentando a fiscalização das vendas para menores. Ademais, as escolas devem promover fóruns com a presença de profissionais da saúde, para esclarecer as consequências do uso da nicotina, convidando ex-usuários para testemunhar os problemas relacionados ao consumo de cigarro. Assim, oferecendo informação para a sociedade, garante-se saúde e qualidade de vida.