Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 20/08/2019
Historicamente o uso do tabaco está presente desde o século XV no Brasil e difundido através dos rituais e em fins medicinais. No entanto, com a tecnologia científica e pesquisa, os estudos foram aprofundando conhecimentos e descobrindo problemas e males causados pelo tabagismo.
Sabe-se que o cigarro pode causar quase 50 diferentes doenças, devido as suas 4700 substâncias tóxicas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera o tabagismo como a principal causa de morte que pode ser evitada no mundo. O maior problema do tabagismo é a nicotina que é uma substância psicoativa que causa dependência física e comportamental, pela rotina desenvolvida pelo hábito de fumar. A principal consequência, segundo o Manual Estatístico e Diagnóstico (DSM V) é que os sintomas evidenciados com o uso da nicotina são critérios de diagnóstico para Dependência Química, como a tolerância, a abstinência e prejuízos nas atividades sociais, laborativas e até mesmo recreativas. Todos esses fatores promovem um adoecimento precoce da população tabagista, podendo desenvolver doenças crônicas comprometendo sua vida profissional e sua qualidade de vida.
Diante deste cenário é necessário o desenvolvimento de programas em saúde pública por todas as esferas dos governos, considerando a presença de equipe multidisciplinar fomentando psicoeducação, clarificando o processo lento do adoecimento que o cigarro proporciona e difundindo métodos eficazes para que o indivíduo tenha condições de escolher focando em parar de fumar. Além de capacitar equipes e profissionais da saúde para o atendimento individual, formação de grupos terapêuticos aos pacientes e familiares, ensinar técnicas de relaxamento e auxiliar na retomada de atividades prazerosas de sua rotina.